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terça-feira, 28 de maio de 2013

Lua, claridade e jandaias


Logo que abri a janela vi esta lua em plena luz da manhã.

Olhando a palmeira sem folhas, 
ali estavam as jandaias se banhando ao sol.

A algazarra era tanta que não resisti e aproximei 
com o zoom máximo que a minha máquina possui.


 Abri  a foto no computador, com o "paint" e recortei o detalhe.


As jandaias sempre cantam e me encantam
e eu corro para vê-las.


 Da minha janela eu posso ver um pedacinho do mundo...


terça-feira, 21 de maio de 2013

Éramos anjos...



Era por volta dos anos 60, um tempo de poucas imagens, pois ainda não havia televisão para todos. Internet então, nem se cogitava ainda em inventar!
O rádio era o maior meio de comunicação, bastante eficaz.  A vida girava em torno dele; neste, ouvíamos as notícias, as novelas, os programas de música e, nos intervalos, as propagandas dos produtos de consumo.
As mulheres sabiam dos últimos lançamentos através das propagandas que ouviam no rádio, propagandas faladas, pura interpretação de vozes, capazes de atingir o público alvo.
Lembro de muitas delas, mas hoje vou falar de uma, pois esta diz muito aos corações femininos: a do Angel Face, da Pond’s, pó compacto que nos conquistou a todas, e que ainda hoje conquista.


Eram vozes que dialogavam, assim:
- Ela é linda! (voz masculina com admiração)
- Ah!  (outra voz masculina com entusiasmo)
- Está noiva! (voz feminina)
- Oh! (as duas vozes masculinas em tom de decepção)
- Usa Pond’s! (a voz feminina com ênfase)
- Aaah! (as duas vozes masculinas com entusiasmo e admiração).
Ao fundo, uma voz cantarolava o jingle – Pond’s, Pond’s, Pond’s...
Depois, o narrador descrevia os benefícios que o Angel Face, da Pond’s, traria, “deixando a sua pele macia e suave como a de um anjo”...


Nós, mulheres, saíamos à busca do produto nas lojas, para ficarmos bonitas e, quem sabe, encontrarmos um noivo!
Éramos anjos e não sabíamos...
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Fotos da Internet.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Da delicadeza dos gestos...





Quando se tem gatos em casa, aprende-se que é fundamental pisar leve, com passos lentos, porque a possibilidade de haver algum bem perto é imensa.

Quando se tem gatos em casa, e a cama ainda está desarrumada, aprende-se que não é prudente pular sobre os aparentes montinhos de edredons e travesseiros.

Quando se tem gatos em casa, aprende-se que não importa para onde seu olhar se dirija. Entre você e o livro, ou a tela do computador, ou, ou, ou... sempre haverá, de passagem ou demoradamente um gato.

E porque não queremos pisá-los, amassá-los, ou chutá-los, ou agredi-los de qualquer outra forma, nossos próprios gestos vão se tornando mais suaves, delicados, pacientes...


Texto do livro: Eternidade ou Infinito, de Sandra Veroneze


Que convive com gatos, se reconhece...

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terça-feira, 14 de maio de 2013

A Salada e a Lua



Soja
Rica em proteínas, lipídeos, fibras, alguns minerais e vitaminas, a soja pode auxiliar na prevenção de algumas doenças.
 Câncer - Ameniza processos inflamatórios protegendo contra tumores.
Diabete 2 - Suas proteínas favorecem o controle dos níveis de açúcar no sangue.
Osteoporose – as isoflavonas evitam a perda da massa óssea
Doenças cardiovasculares - Ajuda a diminuir os níveis do mau colesterol (LDL), mantendo assim, o coração saudável.
Ajuda a amenizar os sintomas da menopausa, devido à isoflavona, substância considerada um fito-hormônio, que tem ação semelhante a do estrógeno, o hormônio feminino.
Pode ser consumida ao natural (grão) ou como leite, queijo (tofu), molho (shoyu), pasta, farinha, formas facilmente encontradas no mercado e que se pode preparar receitas variadas.
Preparando uma salada:

Coloque os grãos de soja ao natural em uma vasilha com um pouco de água fervente, deixe por cerca de um minuto e escorra e lave com água fria. Deixe de molho (em água fria) por quatro horas ou de um dia para o outro.
Ponha em uma panela com a água que ficou de molho, acrescente sal e cozinhe por cerca de 30 a 40 minutos (até ficar macia).
Deixe esfriar e retire as cascas que se desprenderam. Junte os temperos escolhidos pra a sua salada.
Para esta da foto, eu só usei tomatinhos, salsa e cebola picadinhas e azeite.
Ficou uma delícia!
E a Lua... 
Ah! esta era a lua que estava no céu enquanto eu comia a salada.



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domingo, 12 de maio de 2013

Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar



                   

O vento soprou da infância,
me trouxe muito de mim,
vestida de azul e branco
mais um laço de cetim.

Éramos sete na roda,
se outros faltavam, não sei.
Você era o rei, eu rainha,
os cinco, os filhos do rei.

Ciranda, cirandinha......

O tempo nos vai levando
no tempo de nós crianças.
Quando eu for grande (dizia)
me largo e ninguém me alcança.

Menina de azul e branco,
um dia já fui você,
agora você na roda
Vai rodando e não me vê.

Ai, que vontade, meu Deus,
De roda outra vez brincar.
Ciranda, cirandinha,
me esperem pra cirandar.

   (Ruth Maria Chaves)

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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Inverno está chegando


Para um inverno bem quentinho 
 Inspire-se nos anos 30 do século passado
 Casacos bonitos


Elegantes


Confortáveis


 Moda que não sai de moda.
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terça-feira, 30 de abril de 2013

Coisas que eu gosto e...






Que são tão bonitas!

Fotos encontradas no Google.
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terça-feira, 23 de abril de 2013

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Jardineiro Timóteo




O Jardineiro Timóteo
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Verdadeiro poeta, o bom Timóteo.
Não desses que fazem versos, mas dos que sentem a poesia sutil das coisas. Compusera, sem o saber, um maravilhoso poema onde cada plantinha era um verso que só ele conhecia, verso vivo, risonho ao reflorir anual da primavera, desmedrado e sofredor quando junho sibilava no ar os látegos do  frio. O jardim tornara-se a memória viva da casa.
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O canteiro de Sinhazinha era de todos o mais alegre, dando bem a imagem de um coração de mulher rico de todas as flores do sentimento.
.........................................................................................................................................................O pé de flor-de-noiva, primeira “planta séria” ali brotada marcou o dia em foi pedida em casamento. Até então só vicejavam nele flores alegres de criança – esporinhas, bocas-de-leão, “borboletas”, ou flores amáveis da adolescência – amores perfeitos, damas-entre-verdes, beijos-de-frade, escovinhas, miosótis.
Quando lhe nasceu, entre dores, o primeiro filho, plantou Timóteo os primeiros tufos de violeta.
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Já o canteiro de Sinhô-moço revelava intenções simbólicas de energia. Cravos vermelhos em quantidades, roseiras fortes, ouriçadas de espinhos, palmas-de-santa-rita, de folhas laminadas; junquilhos nervosos.
E tudo mais assim.
Timóteo compunha os anais vivos da família, anotando nos canteiros, um por um, todos os fatos de alguma significação.
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Trecho do Conto "O Jardineiro Timóteo", do livro "Negrinha" de Monteiro Lobato - 1920

Para ler o conto inteiro entre AQUI

e se quiser ler e copiar o livro inteiro entre neste outro AQUI

O livro é composto de vinte contos, que vale a pena a leitura.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Doces de minha infância


Numa das esquinas por onde costumo passar encontrei um vendedor de doces. São aqueles que fizeram parte da  infância de quase todo mundo. Não resisto a um destes docinhos.

Geléia.


Doce de abóbora.

Doce de batata doce. 


Mas o de batata doce me levou a um tempo mais distante e me lembrei do Doce de Batata Jozélia.
Quando eu era menina, bem pequena , ainda na cidade que nasci, havia um homem chamado "Seu Zéo", que fazia o doce de batata doce mais gostoso que eu já comi na minha vida.Era um doce pastoso, amarelinho claro e cheiroso como ele só.
Eu ainda não tinha sete anos de idade e a lojinha ficava a poucos metros da minha casa na virada de uma das ruas. Minha mãe me dava o dinheiro e ficava na porta de casa me olhando, quando eu chegava na dobra da rua, olhava para trás pra ver se ela estava lá pra me sentir confiante.
Entrando na lojinha estendia a mão com o dinheiro e Seu Zéo já corria a me atender.
A medida era uma espátula de madeira, que Seu Zéo pegava com a mão direita e na mão esquerda, espalmada, ele colocava um pedaço de papel (não sei se já era papel manteiga) onde seria colocado o doce. Com um movimento lento, ele tirava a porção do doce de dentro de uma lata bem grande e colocava no papel.
Meus olhos de menina gulosa acompanhava todo aquele ritual. Quando ele me entregava aquele papel com o doce de batata doce, eu me transformava na menina mais feliz do mundo.
Era o Doce Jozélia, que Seu Zéo colocou em homenagem aos seus dois filhos José e Zélia.
A fábrica resiste ao tempo, agora com novos donos, mas que continua fazendo o doce de batata. muito gostoso e apreciado por todo o estado de Sergipe, arredores e outras estâncias mais distantes.

Nas minhas andanças pela internet encontrei a história do meu doce. Imagina como fiquei feliz! Pois confirmou toda esta minha lembrança de menina.
A história está AQUI.

Como não tenho foto do Doce de Batata Jozélia, deixo a foto dos três docinhos que também fizeram parte da minha infância.


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