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sábado, 25 de novembro de 2017

A poesia de Rubaiyat - Omar Khayyam




"A poesia de Rubaiyat  canta a existência humana, a brevidade da vida, o êxtase e o amor. Omar Khayyam desenvolveu em sua obra poética a concepção do êxtase do vinho como transcendência do homem."
.







"Ao fazer o elogio do vinho e da embriaguez como remédio para a desesperança da vida (que seria apenas uma brevíssima interrupção num grande Nada), Omar Khayyam nos convida à fruição do presente, com suas rosas, pássaros, música e amores, como se o instante pudesse ser um simulacro da eternidade, e nos convoca para um jogo fugaz, lembrando a todo tempo que o universo é inexplicável, e mais parece a criação de um insensato."


Um livro pra se ter sempre por perto.

domingo, 11 de junho de 2017

Livro: O lápis do carpinteiro


Bom de ler!

O Lápis do Carpinteiro - é uma história de amor cheia de ternura e humanidade, vivida em plena Guerra Civil Espanhola, narrada em uma linguagem poética, que ameniza os horrores vividos pelos protagonistas.


“O romance de Rivas “é uma grande história de amor, melancolia e liberdade”, segundo seu próprio autor. E acrescenta: “é uma história de amor que se sobrepõe à destruição, uma história de liberdade que se sobrepõe à suspensão das consciências e uma história de lucidez que se sobrepõe à alienação.”


Um trecho do livro: página 77
Tio Nan

(...) Para Herbal, Nan era um ser estranho. No pomar havia uma macieira coberta de musgo branco, o preferido dos melros. Era assim, entre os de sua família, aquele tio-avô carpinteiro. Naquela aldeia, a velhice estava sempre espreitando. Repentinamente, mostrava os dentes numa esquina sombria, enlutava as mulheres num canto de névoa, mudava as vozes com um gole de aguardente e enrugava a pele na passagem de um inverno.
Mas a velhice não transpassara Nan. Caiu sobre ele, cobriu-o de cabelos brancos e de pelos brancos que se encrespavam no peito e vestiam seus braços como o musgo veste os galhos da macieira, mas a pele amarelava, lustrosa, como o cerne do pinheiro nacional, os dentes reluziam brilhantes pelo bom humor, e além do mais andava sempre com aquele adorno vermelho na orelha. O lápis do carpinteiro. Na oficina de Nan nunca fazia frio. O chão era um leito macio de ripas. O aroma da serragem matava a umidade. (...)


***

sábado, 15 de agosto de 2015

Cheiros e ruídos


O entardecer vinha perfumado pelas roseiras. Sempre imaginava que o ar era carregado de pétalas, mas por algum processo, o vento captava, ao passar, apenas o perfume.
Os jardins eram enormes, mas o cheiro das rosas prevalecia. Atrás da casa, sentia-se o odor dos pinheiros e, mais adiante, o dos eucaliptos. As mangueiras só recendiam quando estavam carregadas e no laranjal sempre achei que o perfume era de flor e não de fruta.
Assim cada lugar tinha o seu cheiro peculiar e, quando havia lua, os diversos perfumes pareciam ficar mais fortes, ativados pelo luar.
Dentro da casa, cada quarto tinha o seu perfume (...)
Quando voltava do colégio o cheiro vinha sempre da cozinha. Cada tipo de galinha tinha o seu perfume familiar – galinha assada, de molho pardo, ensopada com mangaritos. O feijão mulatinho recendia sempre. Percebia-se logo a hora em que era refogado, o odor do alho fritando na cebola. Era um cheiro quente.
(...)
A roupa era lavada no grande tanque do Rancho e pendurada em varais intermináveis. Uma boneca de anil pousava sempre na borda do tanque, como uma caixa de Pandora, escondendo o branco. Havia mil odores e mil ruídos – o lavar, o enxaguar, o estender da roupa. Depois, o ferro deslizando na mesa, pousando na lata e a lavadeira soprando. Por fim, o barulho surdo do dobrar dos lençóis, empilhados cuidadosamente e colocados no armário por vovó. Tudo isso mesclado do ruído dos passos, de vozes e cantigas. (...)
De noite, ouvia-se o coaxar dos sapos, silvos de serpente. De manhã era o mugir dos bois abafando o canto dos passarinhos.
(...)


Rachel Jardim - do seu livro Cheiros e Ruídos

***

sábado, 10 de janeiro de 2015

Aqueles Cães Malditos de Arquelau



APAIXONANTE! FASCINANTE!



"Romance de estreia de Isaías Pessotti, professor de Psicologia da Universidade de São Paulo e que se revela um romancista de fôlego.”

Um romance erudito com linguagem simples, ao alcance até de quem não é tão erudito assim.
Escrito com paixão e conhecimento, paixão do conhecimento e conhecimento da paixão.

Em Milão, nos anos 60, um grupo de jovens pesquisadores se depara com um enigma histórico dos mais cativantes: um inédito manuscrito do século XV.
Iniciam então uma investigação de dar inveja a qualquer romance policial, e aos poucos vão decifrando os mistérios de um certo “bispo vermelho”, que estudava as tragédias gregas e chamava Eurípedes de “Cavaleiro da Paixão”.
Um mergulho na história, de tirar o fôlego.

“ A biblioteca era para nós, como um santuário, onde as palavras antigas, os velhos manuscritos, os exemplares de séculos passados eram guardados quase como amores proibidos. Os livros eram nossos confidentes, interlocutores afáveis. Mas arredios e surdos a quem não se aviasse ao encontro com humildade. Íamos à biblioteca como quem vai consultar um oráculo ou um profeta.”


Li e recomendo...
 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Um gostoso mergulho na história



ENTRE CERES E MARIA
A imagem da deusa dos cereais transforma-se na mãe de Jesus



Mó manual na Escócia. Hoje como há 4000 anos.


 O conto do padeiro e do diabo.

 
Casa do forno numa padaria parisiense - 1763
 

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domingo, 27 de julho de 2014

O que fica no coração...





O dia estava nublado e papai saíra com a promessa de trazer um presente pra mim.
Eu fiquei esperando por ele na varanda, quando de repente cai uma chuva grossa e pesada, parecia que o mundo estava desabando. Era uma chuva de verão em pleno inverno!
Acho que choveu uma eternidade.
Naquela época morávamos numa casa sem muros, apenas uma cerca baixa separava a casa da rua, ainda sem calçamento. A poucos metros passava a estrada de ferro, caminho do trem que fazia a linha Central - Paracambi. Era preciso atravessá-la para ir ao centro da cidade.
Papai já estava bem próximo de casa, mas teve que esperar que a chuva passasse, debaixo de uma marquise, do outro lado da linha do trem.

Quando a chuva diminui um pouco ele aproveitou pra tomar o rumo de casa.
Meu coraçãozinho pulou de alegria quando o avistei atravessando a linha do trem.
Ele chegou com os sapatos sujos de lama, trazendo um pequeno embrulho dentro da camisa pra proteger da chuva, já mais amena. Naquela época, não era comum, ou ainda não havia sacolas plásticas, era tudo de papel, então era preciso proteger bem da chuva.

Ele me entregou o embrulho e eu o abri avidamente. Era um livrinho com duas histórias, da Edições Melhoramentos, uma era a história “O Coração que vê tudo” e a outra era “Cada macaco no seu galho”  Não sei quantas vezes eu li aquele livro. Pois eu nunca me esqueci dele.
Era o ano de 1956 e eu estava completando 7 anos. Era o meu primeiro aniversário na cidade do Rio de Janeiro.
Acho que vem daí esse meu gosto por historinhas!

Esta internet tem de tudo!
Achei o livro pelo Google e o encomendei... e ele me chegou à tardinha, como um presente de aniversário!



domingo, 9 de fevereiro de 2014

Sobre guardados...


Até pelo nome deste meu blog, me identifiquei com este texto,
 que retirei do livro que estou lendo,

"O Arroz de Palma", de Francisco Azevedo.


Um livro que recomendo sem restrições.


Parte de uma história simples, de uma família portuguesa, 
que chega no Brasil no início do século passado e se estende por três gerações. 


Escrito numa linguagem poética, com muita delicadeza e cheio de sutilezas.
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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Os Frutos da Terra - André Gide



A VIAGEM DA DILIGÊNCIA
 Abandonei minhas roupas da cidade que me obrigavam a um excesso de dignidade.


A QUINTA
LAVRADOR! Canta a tua quinta.
Quero descansar um instante - e sonhar, junto de tuas granjas,
com o verão que os perfumes dos fenos  me lembrarão.
Pega tuas chaves; uma por uma abre-me todas as portas...
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A quinta porta é a do fruteiro:
Diante de uma clarabóia as uvas pendem de barbantes; cada bago medita e amadurece, rumina em segredo a luz; elabora um açúcar perfumado.
Peras. Amontoados de maçãs. Frutas! Comi vossa polpa sumarenta. Joguei as sementes no chão: que germinem! Para dar-nos prazer novamente.
Amêndoa delicada. Promessa de maravilha; nucléola; pequena primavera que dorme à espera. Semente entre dois verões; semente atravessada pelo verão.
Pensaremos depois, Nathanael, na germinação dolorosa (o esforço da erva para sair da semente é admirável).
Mas maravilhemo-nos agora com isto; cada fecundação se acompanha de volúpia. O fruto envolve-se de sabor; e de prazer toda a perseverança na vida.

Polpa do fruto, prova sápida do amor.

Que nos acompanhe uma poeira de neve, que nossa rapidez erguerá! Trenós! A vós atrelo todos os meus desejos...


A última porta abria-se para a planície.
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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Flora




Uma leitura para todas as idades...

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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Da delicadeza dos gestos...





Quando se tem gatos em casa, aprende-se que é fundamental pisar leve, com passos lentos, porque a possibilidade de haver algum bem perto é imensa.

Quando se tem gatos em casa, e a cama ainda está desarrumada, aprende-se que não é prudente pular sobre os aparentes montinhos de edredons e travesseiros.

Quando se tem gatos em casa, aprende-se que não importa para onde seu olhar se dirija. Entre você e o livro, ou a tela do computador, ou, ou, ou... sempre haverá, de passagem ou demoradamente um gato.

E porque não queremos pisá-los, amassá-los, ou chutá-los, ou agredi-los de qualquer outra forma, nossos próprios gestos vão se tornando mais suaves, delicados, pacientes...


Texto do livro: Eternidade ou Infinito, de Sandra Veroneze


Que convive com gatos, se reconhece...

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sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Jardineiro Timóteo




O Jardineiro Timóteo
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Verdadeiro poeta, o bom Timóteo.
Não desses que fazem versos, mas dos que sentem a poesia sutil das coisas. Compusera, sem o saber, um maravilhoso poema onde cada plantinha era um verso que só ele conhecia, verso vivo, risonho ao reflorir anual da primavera, desmedrado e sofredor quando junho sibilava no ar os látegos do  frio. O jardim tornara-se a memória viva da casa.
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O canteiro de Sinhazinha era de todos o mais alegre, dando bem a imagem de um coração de mulher rico de todas as flores do sentimento.
.........................................................................................................................................................O pé de flor-de-noiva, primeira “planta séria” ali brotada marcou o dia em foi pedida em casamento. Até então só vicejavam nele flores alegres de criança – esporinhas, bocas-de-leão, “borboletas”, ou flores amáveis da adolescência – amores perfeitos, damas-entre-verdes, beijos-de-frade, escovinhas, miosótis.
Quando lhe nasceu, entre dores, o primeiro filho, plantou Timóteo os primeiros tufos de violeta.
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Já o canteiro de Sinhô-moço revelava intenções simbólicas de energia. Cravos vermelhos em quantidades, roseiras fortes, ouriçadas de espinhos, palmas-de-santa-rita, de folhas laminadas; junquilhos nervosos.
E tudo mais assim.
Timóteo compunha os anais vivos da família, anotando nos canteiros, um por um, todos os fatos de alguma significação.
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Trecho do Conto "O Jardineiro Timóteo", do livro "Negrinha" de Monteiro Lobato - 1920

Para ler o conto inteiro entre AQUI

e se quiser ler e copiar o livro inteiro entre neste outro AQUI

O livro é composto de vinte contos, que vale a pena a leitura.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Cora Coralina de presente


 Este foi o presente que ganhei do Amorzão. 
Cora Coralina
Doceira e Poeta
Doces e receitas de dar água na boca..

Pudim de São José feito com cará e fubá de arroz...

Bolo de trigo - tradicional

Quem a procurava pelos doces se encantava também com a poesia

Quem a procurava pela poesia se encantava pelos doces...

Ela se orgulhava de ser melhor doceira de Goiás...

Numa das passagens do livro, contada pelo neto de Cora Coralina, ele diz que a avó costumava embalar os doces em uma caixa de papelão que  ela encomendava de Goiânia. Os doces eram colocados em camadas separados por papel celofane e depois a caixa era embrulhada com papel de presente e amarrada com um cordão ornado de um delicado fio metálico. O freguês não devia ter pressa, caso contrário não levaria os doces, pois como ela dizia: "Doce meu só sai daqui em caixa embrulhada e amarrada".

 Doce de abóbora - um dos meus preferidos

Um livro pra se comer com os olhos e o coração...

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Ah! - o Cartão

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sábado, 26 de maio de 2012

Família



"Família é prato difícil de preparar. 
São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema...Não é para qualquer um. 
Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir... Mas a vida... sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. 
O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. 
Fulana sai a mais inteligente de todas. 
Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. 
Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. 
Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. 
Aquele, o que surpreendeu e foi morar longe. 
Ela, a mais apaixonada. 
A outra, a mais consistente...
Já estão aí? Todos? Ótimo. 
Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza. 
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa. 
Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto: é um verdadeiro desastre. 
Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. 
Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada. O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. 
Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini, Família à Belle Manière; Família ao Molho Pardo (em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria). 
Família é afinidade, é à Moda da Casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito. 
Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. 
Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir. 
Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. 
Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. 
Aproveite ao máximo. 
Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete."


Trecho do livro "O Arroz de Palma" de Francisco Azevedo. 



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

De Clarice para Gigi


Com relação à postagem anterior, me lembrei de dois livros que eu adoro e que também me servem como fonte de inspiração.
São crônicas que Clarice Lispector escreveu ainda no começo de sua carreira em jornais da época (1940 a 1960), onde ela aborda temas variados, como moda, beleza, cozinha, comportamento, e coisas triviais voltadas para o universo feminino.



É uma viagem deliciosa ao passado que nos mostra que apesar de todos os avanços da modernidade: "mulher é sempre a mesma" não importa a época.



Eu os recomendo a todas que gostam do tema, mas em especial à Gigi, que está sempre em busca dessas "novidades".

Gigi, estes você não pode deixar de ler!

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