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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

O gato Chuvisco


O gato Chuvisco

Chuvisco era um gato de olhos muito azuis e bastante curioso, estava sempre a procurar novidades. Morava a duas casas da minha.
Sua dona o tratava muito bem e ele se deliciava nos seus afagos. Na casa ainda moravam o pai e dois irmãos da sua dona. O pai apesar de ser um velho ranzinza, não lhe queria mal. Mas os dois irmãos não simpatizavam muito com ela, era ele chegar perto e, logo ouvia um “sai daqui”.
Um dia sua dona se casou com um moço  e foi morar em um apartamento e como não teria com quem deixa-lo, ela acabou o entregando aos cuidados do velho pai.
“E agora” - pensou o gato – “o que fazer sem minha dona?”
 O jeito era conquistar o velho que, para sua surpresa passou a cuidar dele com muito carinho, talvez fosse saudade da filha.
Daí os dois se apegaram muito, um ao outro.  Um dia o velho adoeceu e foi preciso ficar no hospital por dez dias e, Chuvisco ficou novamente só, tentou se chegar às outras pessoas da casa, mas elas realmente não lhe davam atenção.
Chuvisco então resolveu sair por aí e foi pulando os muros das casas vizinhas. Eu estava na varanda quando ouvi um miado tão fraquinho. Chuvisco me olhava de cima do muro como que a pedir socorro. Convidei-o a entrar e dei-lhe água e comida. Ele me agradeceu com muitos miados e afagos nas minhas pernas. E Chuvisco foi se adaptando e ficando como se sempre fora meu.
Seu dono saiu do hospital e Chuvisco voltou para ficar com seu Velho, mas todo dia vinha me visitar (coisas de gatos). 
Em pouco tempo, o Velho veio a falecer e, Chuvisco miou muito nesse dia.
Na manhã seguinte, enquanto fazia as arrumações da casa, eu escuto um miado vindo da varanda, era Chuvisco que voltava para ficar definitivamente.

Era a véspera de Natal e ele veio pra ficar. Este foi o meu melhor presente.


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domingo, 22 de dezembro de 2013

De gatos



Arranhadores por natureza
"Conheço poucas casas que têm gatos e que mantêm inteiros os braços dos sofás. Arranhá-los é um dos passatempos preferidos dos bichanos. E, se o assunto vem à tona, o dono do gato dispara: "O que posso fazer para ele parar de arranhar?"
A resposta não é empolgante: não pode fazer nada. O máximo que você pode --e deve-- fazer é oferecer um brinquedo para que o gato transfira sua sessão de destruição dos móveis para o arranhador.
Arranhar é comportamento instintivo dos gatos, que se manifesta inclusive nos que tiveram as unhas removidas, prática que, felizmente, foi proibida no Brasil em 2008.
Eles arranham por três motivos básicos. Primeiro: as garras são um instrumento de sobrevivência e precisam estar afiadas para serem funcionais. Pontiagudas, elas oferecem uma boa retenção da presa e uma boa aderência a superfícies de deslocamento nem sempre horizontais.
Segundo motivo: gatos arranham para marcar território. Deixam um sinal visual de que estão na área e liberam ferormônios de glândulas localizadas debaixo das patinhas, espalhando seu cheiro por toda a parte.
Por fim, arranhar é um exercício, porque o gato se esforça e se estica, fortalecendo músculos e tendões.
Então, para que toda essa terapia felina possa acontecer sem grandes prejuízos à decoração, a saída é instalar o tal arranhador na casa.
O brinquedo, no entanto, não pode ser aquela coisa de míseros centímetros e que despenca na primeira puxada. Precisa ser grande o bastante para comportar todo o gato, não deve se mover nos acessos de arranhadura do felino (porque ele vai se assustar e não voltará mais) e deve ter uma textura atraente (eles adoram sisal, por exemplo).
Comprou? Coloque o brinquedo perto do local mais arranhado pelo gato. Se ficar muito no meio da sala, tenha paciência. Só comece a deslocá-lo, gradativamente, quando o gato tiver, de fato, adotado o equipamento como seu novo ponto de destruição. Se não, ele voltará ao sofá."



Sílvia Corrêa cursou jornalismo e veterinária. Trabalhou por 13 anos na Folha e, depois, nas principais emissoras de televisão do país. Escreve aos domingos, a cada duas semanas, na revista 'sãopaulo'. 

Ilustração Tiago Elcerdo

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domingo, 23 de junho de 2013

Gatos


“Cada vendedor tinha o seu modo especial de apregoar, destacando-se o homem das sardinhas, com as cestas do peixe dependuradas, à moda de balança, de um pau que ele trazia no ombro. Nada mais foi preciso do que o seu primeiro guincho estridente e gutural para surgirem logo, como por encanto, uma enorme variedade de gatos, que vieram correndo acercar-se dele com grande familiaridade, roçando-se-lhe nas pernas arregaçadas e miando suplicantemente.”

                                                                           Aloísio de Azevedo (O Cortiço)

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Tínhamos na nossa casa dois gatos pretos e lindos. O peixeiro passava em dias determinados. Os gatos, acho que já sabiam o dia certo do peixeiro passar, pois antes mesmo de se ouvir o grito "peixeeeeiro, olha o peixeiro", eles iam até a cozinha onde estava a minha mãe, miavam e se esfregavam nas suas pernas e saíam em direção ao portão da casa, insinuando que minha mãe os acompanhassem. Chegando no jardim, subiam no muro e ficavam miando esperando que o peixeiro chegasse.
O peixeiro, é claro, já sabia que não podia deixar de  passar por lá. Era freguesia certa!.

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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Da delicadeza dos gestos...





Quando se tem gatos em casa, aprende-se que é fundamental pisar leve, com passos lentos, porque a possibilidade de haver algum bem perto é imensa.

Quando se tem gatos em casa, e a cama ainda está desarrumada, aprende-se que não é prudente pular sobre os aparentes montinhos de edredons e travesseiros.

Quando se tem gatos em casa, aprende-se que não importa para onde seu olhar se dirija. Entre você e o livro, ou a tela do computador, ou, ou, ou... sempre haverá, de passagem ou demoradamente um gato.

E porque não queremos pisá-los, amassá-los, ou chutá-los, ou agredi-los de qualquer outra forma, nossos próprios gestos vão se tornando mais suaves, delicados, pacientes...


Texto do livro: Eternidade ou Infinito, de Sandra Veroneze


Que convive com gatos, se reconhece...

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sábado, 8 de dezembro de 2012

domingo, 25 de novembro de 2012

Gatimanhas

Manet


Renoir

Susan Herbert

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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Noivo e noiva

Simba tem dezoito anos e veio do zoológico de Santa Catarina para o do Rio de Janeiro 
para namorar a leoa Marcinha.


Marcinha é viúva e concordou em namorar com Simba. 


Depois que Simba descansar da viagem de caminhão que durou quinze horas, 
os dois irão se encontrar para um primeiro entendimento.
Espero que se entendam e vivam felizes para sempre.


Postagem original aqui:

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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Cama de gato



Um cantinho para dormir

Ganhando ou adquirindo um gato, a primeira coisa a se pensar é como e onde, arranjar para ele, um cantinho para morar. Ele precisa ter “o que é seu”, como qualquer um de nós, a começar por uma caminha e outros pertences, a fim de que seja um bichano bem educado.
Quer se trate de gato pequenino ou já adulto, é preciso acostumá-lo a ter um canto certo, um cantinho pra chamar de seu, onde deverá tirar suas sonecas...

O local para ele dormir deve ser limpo e acolhedor, seco e quente, principalmente se ele ainda estiver novinho, tendo deixado o calor da mamãe e seus irmãos, que dormindo embolados se aquecem mutuamente.

Pode acontecer que o animalzinho, mostrando já espírito de independência, teime em querer dormir em algum outro lugar. Não vale a pena se zangar com ele, o que convém é verificar se não existem ali correntes de ar que o prejudiquem. Então, tenta-se transportar, para o local por ele escolhido, a sua instalação.
Realizam-se tentativas até conseguir êxito.
De um modo geral, o gato, independente por natureza, arranja-se bem na convivência com o dono e logo se acostuma com o seu cantinho que pode ser uma caixa, um cesto, um caixotinho ou um outro modelinho...
O importante é que seja macio, quentinho, confortável e livre de correntes de ar.



Do livro: Como Cuidar de seu Gato de Marcos N. Monteiro.