Lembranças, anotações, recortes de revistas, guardados ao longo de minha vida sobre diversos assuntos: Casa, Bem Estar, Estilo de Vida ... Idéias para copiar ou adaptar ao gosto pessoal. Enfim... coisas que falem ao coração.
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terça-feira, 23 de abril de 2013
sexta-feira, 19 de abril de 2013
O Jardineiro Timóteo
O Jardineiro Timóteo
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Verdadeiro poeta, o
bom Timóteo.
Não desses que fazem
versos, mas dos que sentem a poesia sutil das coisas. Compusera, sem o saber,
um maravilhoso poema onde cada plantinha era um verso que só ele conhecia,
verso vivo, risonho ao reflorir anual da primavera, desmedrado e sofredor
quando junho sibilava no ar os látegos do
frio. O jardim tornara-se a memória viva da casa.
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O canteiro de Sinhazinha
era de todos o mais alegre, dando bem a imagem de um coração de mulher rico de
todas as flores do sentimento.
.........................................................................................................................................................O
pé de flor-de-noiva, primeira “planta séria” ali brotada marcou o dia em foi
pedida em casamento. Até então só vicejavam nele flores alegres de criança –
esporinhas, bocas-de-leão, “borboletas”, ou flores amáveis da adolescência –
amores perfeitos, damas-entre-verdes, beijos-de-frade, escovinhas, miosótis.
Quando lhe nasceu,
entre dores, o primeiro filho, plantou Timóteo os primeiros tufos de violeta.
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Já o canteiro de
Sinhô-moço revelava intenções simbólicas de energia. Cravos vermelhos em
quantidades, roseiras fortes, ouriçadas de espinhos, palmas-de-santa-rita, de
folhas laminadas; junquilhos nervosos.
E tudo mais assim.
Timóteo compunha os
anais vivos da família, anotando nos canteiros, um por um, todos os fatos de
alguma significação.
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Trecho do Conto "O Jardineiro Timóteo", do livro "Negrinha" de Monteiro Lobato - 1920
Para ler o conto inteiro entre AQUI
e se quiser ler e copiar o livro inteiro entre neste outro AQUI
O livro é composto de vinte contos, que vale a pena a leitura.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Doces de minha infância
Numa das esquinas por onde costumo passar encontrei um vendedor de doces. São aqueles que fizeram parte da infância de quase todo mundo. Não resisto a um destes docinhos.
Geléia.
Doce de abóbora.
Doce de batata doce.
Mas o de batata doce me levou a um tempo mais distante e me lembrei do Doce de Batata Jozélia.
Quando eu era menina, bem pequena , ainda na cidade que nasci, havia um homem chamado "Seu Zéo", que fazia o doce de batata doce mais gostoso que eu já comi na minha vida.Era um doce pastoso, amarelinho claro e cheiroso como ele só.
Eu ainda não tinha sete anos de idade e a lojinha ficava a poucos metros da minha casa na virada de uma das ruas. Minha mãe me dava o dinheiro e ficava na porta de casa me olhando, quando eu chegava na dobra da rua, olhava para trás pra ver se ela estava lá pra me sentir confiante.
Entrando na lojinha estendia a mão com o dinheiro e Seu Zéo já corria a me atender.
A medida era uma espátula de madeira, que Seu Zéo pegava com a mão direita e na mão esquerda, espalmada, ele colocava um pedaço de papel (não sei se já era papel manteiga) onde seria colocado o doce. Com um movimento lento, ele tirava a porção do doce de dentro de uma lata bem grande e colocava no papel.
Meus olhos de menina gulosa acompanhava todo aquele ritual. Quando ele me entregava aquele papel com o doce de batata doce, eu me transformava na menina mais feliz do mundo.
Era o Doce Jozélia, que Seu Zéo colocou em homenagem aos seus dois filhos José e Zélia.
A fábrica resiste ao tempo, agora com novos donos, mas que continua fazendo o doce de batata. muito gostoso e apreciado por todo o estado de Sergipe, arredores e outras estâncias mais distantes.
Nas minhas andanças pela internet encontrei a história do meu doce. Imagina como fiquei feliz! Pois confirmou toda esta minha lembrança de menina.
A história está AQUI.
Como não tenho foto do Doce de Batata Jozélia, deixo a foto dos três docinhos que também fizeram parte da minha infância.
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domingo, 14 de abril de 2013
Entre o Mar e a Montanha
Pista Cláudio Coutinho
Urca - Rio de Janeiro
Na base do Pão de Açúcar
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quarta-feira, 10 de abril de 2013
Sorteio de Aniversário
É aniversário do Bonecas da Mari e
para comemorar
uma bonequinha será sorteada.
Participe.
Entre AQUI.
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segunda-feira, 8 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Doce de Goiaba
Doce de Goiaba ao Maridão.
Este é um doce que sempre faço junto com o Maridão, pois sendo o seu doce preferido, ele não quer perder nenhuma etapa.
Ingredientes:
1 Kg de Goiabas vermelhas maduras;
Adoçante equivalente a 4 colheres das de sopa de açúcar (uso o Tal Qual);
2 Cravos da Índia.
Como fazer:
1- Lavar as goiabas e cortá-las ao meio.
2- Retirar a polpa e bater no liquidificador com bem pouca água,
no modo pulsação para não triturar as sementes, apenas dispersá-las.
3- Passar por uma peneira.
4- Descascar as metades das goiabas e cortá-las em pedaços pequenos.
5- Numa panela, juntar os pedaços de goiaba, a polpa já peneirada,
os cravos da índia e levar ao fogo baixo.
6- Mexer de vez em quando, cuidando para não agarrar no fundo da panela.
7- Quando começar a borbulhar (aqui todo o cuidado é pouco), continuar mexendo até que se veja o fundo da panela no movimento da colher de pau. Apurar por mais uns 3 minutos e desligar o fogo.
Sentir o aroma que, a esta altura, já se espalhou pela vizinhança.
8- Passar para uma vasilha, deixar esfriar. Está pronto para consumir.As etapas 1, 2 e 3 são feitas pelo Maridão.
As etapas 4, 5, 7, e 8 são feitas por Mim.
A etapa 6 nos revezamos.
Quando estiverem bem cheirosas e com as cascas bem claras já está na hora de fazer o doce.
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