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sexta-feira, 18 de junho de 2010

A Vitória Régia



A Vitória Régia ou Lírio Real é uma planta aquática impressionante, das águas tranqüilas, pântanos e terrenos inundados da Amazônia.
Suas folhas podem chegar a medir de três a quatro metros de diâmetro e pode sustentar o peso de uma criança de dez anos.
Sua flor é especial. Floresce ao crepúsculo, revelando pétalas muito brancas que vão ficando rosadas com o passar das horas. Pela manhã, já então cor de rosa, fecha suas pétalas. E no cair da tarde , deste mesmo dia, se abre novamente. Sua cor rósea vai mudando até o tom violeta, quando então na manhã seguinte, se fecha definitivamente mergulhando e desaparecendo nas águas.
A flor permanece aberta por duas noites, exalando um doce e suave perfume.
Quem não puder ir à Amazônia e quiser ver a Vitória Régia, é só visitar o Jardim Botânico de sua cidade, pois suas mudas foram espalhadas pelo mundo todo.

Há uma lenda muito bonita em torno dessa flor.

"Naia era uma bela jovem índia e acreditava, como todos em sua tribo, que a Lua era um belo rapaz de prata e, que ao se casar com uma virgem, esta seria transformada em uma estrela do céu.
A jovem índia se apaixonou pela Lua e fez de tudo para alcançá-la. Percorreu vales e montanhas. No entanto quando chegava ao topo de uma montanha, a lua se mantinha sempre distante.
Naia entristeceu e pensou em desistir, quando numa linda noite deparou com a lua no fundo das águas tranqüilas de um rio. Ela não teve dúvidas que o jovem prateado viera buscá-la, e se atirou para abraçá-lo. E afundou até desaparcer para sempre.
A lua que a tudo assistia, num gesto de gratidão, transformou o corpo da índia numa majestosa flor, diferente de todas as outras, a Vitória Régia, que se abre somente ao luar para receber suas carícias".



Se fosse hoje, a jovem índia chegaria à NASA e pegaria uma carona num foguete. E no caminho se apaixonaria por um astronauta e, os dois fariam a lua-de-mel na própria Lua...

Foto da Internet.
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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Festas Juninas - Começando com Santo Antônio



Santo Antônio, São João e São Pedro... É festa pro mês todo, com muita comida, muita bebida e muita dança de quadrilha.
É milho verde cozido, milho assado, canjica, mucunzá, pamonha e bolo de milho. Amendoim, paçoca, bolo de mandioca, cuscuz e cocada.
Pra beber tem quentão, leite de onça e as famosas batidinhas com cachaça.

São João a vinte e quatro / São Pedro a vinte e nove
Santo Antônio a treze / Por ser o santo mais nobr
e

Mas, tenho pra mim que Santo Antônio é o santo mais popular que existe.
Já teve até nota de dinheiro com a sua imagem, do lugar que ele nasceu. E, como moda nova, ter uma nota dessas em casa, não faltará dinheiro na carteira. Por via das dúvidas, essa é minha!

Cresci ouvindo as pessoas fazendo sempre um pedido a ele: “Valei-me meu Santo Antônio” / “Ah! Meu Santo Antônio!” / “Me ajuda, Meu Santo Antônio, a encontrar ......”, e por aí vai...
É santo casamenteiro, milagroso e glorioso.

Santo Casamenteiro.
Toda a moça que quer casar faz logo um pedido pra ele.
Diz uma lenda que uma moça pediu pra ele um casamento, e o tempo passou e nada acontecia. Até que, muito zangada, pegou da imagem e jogou pela janela. Ia passando um moço e, coitado, foi atingido pelo santo e caiu desmaiado. A moça arrependida tratou logo de socorrer o moço. E durante os cuidados, não é que os dois se apaixonaram e acabaram se casando! Então a partir daí, Santo Antônio pegou fama.

Santo Antônio me case já / Enquanto sou moça e viva
Porque o milho colhido tarde / Não dá palha nem espiga


As mulheres que desejam casar – muitas delas velhas e feias, trazendo para o Santo sérias dificuldades – quando não são atendidas, fazem judiações com o Santo.
Entre elas: colocam-no de cabeça para baixo, roubam o menino Jesus de seus braços, amarram-no em cordas, às vezes, descendo-o na água de uma cacimba, dão-lhe surras e até colam na sua tonsura uma moeda, como quem deseja suborná-lo.


E é promessa de todo o jeito. E, o comércio tratou logo de fazer umas imagens bem pequenas (5 cm) em madeira pras moças levarem na bolsa.

A história do pão de Santo Antônio
Santo Antônio certa vez, distribuiu aos pobres todo o pão do convento em que vivia. O frade padeiro ficou em apuros quando, na hora da refeição, percebeu que os pães tinham sido "roubados". O frade padeiro foi contar ao santo o ocorrido. Este mandou que verificasse melhor o lugar onde os tinha deixado. O Irmão padeiro voltou estupefato e alegre: os cestos transbordavam de pão, tanto que foram distribuídos aos frades e aos pobres do convento.
Ainda hoje é feita, nas igrejas, a distribuição do pão e, por tradição, os fiéis o guardam nos sacos de farinha para que nunca lhes falte o que comer.

Milagre de Santo Antônio
E tem ainda esta história, talvez a mais famosa, que veio de Portugal, e por aqui ganhou detalhes:

"O pai de Santo Antônio ia passando por uma estrada quando viu um homem caído no chão e foi socorrer. Chegando perto viu que estava morto. O assassino que estava escondido aproveitou o lance e foi denunciar à polícia, dizendo que tinha sido o pai de Santo Antônio quem matou o homem.
O pai de Santo Antônio foi preso e ia ser enforcado. Na hora da execução, um anjo foi avisar o frade Antônio que rezava missa e cantou no seu ouvido:

“Antônio,socorre Antônio / Neste mesmo Continente,
Vai livrar teu pai da forca / Que vai morrer inocente.”


Então Santo Antônio pelo poder que ele tinha: o espírito se desligou do corpo e foi na cidade aonde o pai ia ser enforcado. Chegando, lá estava o morto, o pai dele pra morrer e o caluniador, o verdadeiro assassino.
Então Santo Antônio falou pro morto:

Se levanta corpo morto / Pelo Deus que nos criou;
Venha aqui justificar / Se este homem lhe matou.”


O morto respondeu:

“Este homem não me matou / Ele apenas me ajudou,
Foi uma língua maldita / Que calúnia a ele levantou.”


O espírito voltou pro corpo de Santo Antônio e terminou a missa. Ao mesmo tempo que rezava a missa ele salvava o pai.
E ficou justificado que o pai não matou o homem, se livrando da forca, e ele não deixou de rezar a missa." (Versão de Dona Lizete de Aracaju - Sergipe)

Uma outra versão dita em versos:



E aqui uma receita pra comer em Santo Antônio, repetir em São João e em São Pedro, pois por mim não enjôo não:

Mucunzá
"Toma-se o milho próprio e deixa-se de molho em água fria durante a noite. No dia seguinte lava-se e vai ao fogo para cozinhar em água. Quando o milho está tenro, põem-se leite de coco, sal e açúcar. Deixar ferver um pouco. O leite de coco pode ser substituido por leite de vaca", receita recolhida por Gilberto Freire.

Nota:
Mucunzá ou Manguzá como é conhecido no nordeste. Aqui no Rio de Janeiro diz-se que é canjica. No nordeste, canjica é feito uma papa feita com milho verde.

-250g de milho de canjica que ficou de molho em água durante a noite / leite de um coco ralado fresco e espremido / água suficiente pra dar caldo, a gosto (mais ou menos 1 litro e meio) / açúcar a gosto (ou 1 xícara)/ uma colherinha de sal / cravo e canela em pau.

Coloque na panela de pressão com a água e cozinhe por 50 minutos ou até que fique bem macia. Coloque em uma panela maior e acrescente o leite de coco,o sal e o açúcar.
Acrescente a canela e os cravos. Deixe ferver por 20 minutos.
Desligue o fogo, deixe repousar por alguns minutos. Sirva ainda morna.


Livros consultados:
O Folclore em Sergipe (Jackson da Silva Lima)
Folclore Brasileiro – Pernambuco (Waldemar Valente)
Comes e Bebes do Nordeste (Mário Souto Maior)

Fotos: A primeira foto é da igreja do Valongo, (Santos-SP), uma das imagens mais bonitas que eu já vi. do site Olhares
A foto de 20 Escudos é minha, as outras são da internet (alhures).

E pra finalizar, um vídeo que recebi por e-mail da Cristina Siqueira. Lindo!



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Esta faz parte de uma Blogagem Coletiva, por iniciativa da ZAMBEZIANA
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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Selinho da Cacau


Este selinho ganhei da Cacau Jafet.
Obrigada Cacau!
Lindo!
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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Chegando mais gente pra família


E estes foram adquiridos de uma artesã peruana que vendia seus artesanatos no Largo do Machado, aqui no Rio de Janeiro.



A primeira foi esta, com 24 cm de altura... foi amor a primeira vista.
A foto em três posições pra se ver melhor o filhote que ela carrega nas costas, à moda dos Andes.



Depois vieram as meninas acompanhando o tocador de tambor (com 8 cm).



E por último este tocador de charango (com 17 cm).


São lindos, vocês não acham?
Preciso dar nomes aos meus bonequitos. Aceito sugestões.

Clique nas imagens duas vezes pra ver bem grande.

Ah! teve mais uma que seguiu viagem para o sul do país, para conhecer novos horizontes e ganhou o nome de Dyani Guadalupe.


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terça-feira, 1 de junho de 2010

Artesanato em família


Minhas queridas maninhas também fazem artesanato.

Este cachecol foi feito por Graça e, como ela disse: "para passar o tempo e o frio."

Ah!... eu coloquei as franjas!


Esta pelerine foi Lena, que estava de passagem (ela mora em outro estado) e resolveu aderir ao momento artesanato. Trabalhado em tricô com flor de crochê.

Que bonito maninhas!

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domingo, 30 de maio de 2010

A família está crescendo


Chegaram de Aracaju mais quinze meninas pra fazer parte da família, conforme postei AQUI.
Para dar nomes a elas recorri ao "Côco das Vinte Meninas", um côco de embolada.
Côco de Embolada é um gênero de música popular muito apreciada no nordeste do Brasil, onde dois repentistas trocam desafios entre si, de improviso.

Essa música é de autoria da dupla Geraldo Mouzinho e Caximbinho e foi gravada em 1976, ainda em disco de vinil, os tão amados LPs.
Neste côco, um é desafiado pelo outro para dizer nomes de meninas, começando com quatro, depois oito, doze e por fim vinte... enquanto o que citou os nomes das meninas desafia o outro a casar as meninas com vinte respectivos nomes masculinos.
Resultando numa obra bastante divertida e criativa.

Como só vieram quinze meninas, eu escolhi os primeiros.
Vou pedir pra mandarem mais cinco pra completar a embolada.

Clique na imagem para ler os nomes das meninas.
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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Senhora das Especiarias


Açafrão, pimenta do reino, fava de baunilha, curcuma.
Tilo, a narradora de A SENHORA DAS ESPECIARIAS, de Chitra Divakaruni, conhece as propriedades mágicas de cada erva. Para cada cliente que entra em sua loja, em Oakland, ela tem uma receita singular.
Tilo consegue ver o que mora no coração das pessoas - seus desejos e esperanças. Ela nasceu na Índia e, após um longo ritual, passa a dominar os segredos do bom uso das especiarias. E poderá alcançar a imortalidade se, entre outras condições, jamais sucumbir a desejos carnais. Uma mestra precisa esquecer as próprias paixões.
Mesmo tendo assumido a forma humana de uma velha, Tilo se surpreende quando o belo Raven entra um dia em seu bazar. Apaixonada, descobre subitamente sua fragilidade.
De maneira poética, Chitra Divakaruni impregna de doce magia o cotidiano de uma cidade moderna. Com rara sensibilidade, traça um perfil da comunidade de imigrantes indianos, divididos entre seus valores tradicionais e o sonho americano.
A SENHORA DAS ESPECIARIAS é um livro apaixonante, cheio de poesia e que deve ser lido com os olhos e o coração.

“As especiarias sussurram segredos e gemem seus prazeres.”

Canela
“Fazedora de amigos”.

Pimenta do Reino
“Afrouxa a garganta e nos ensina a dizer não”.

Gengibre
“Dá firmeza ao coração e ajuda a nos manter fiéis aos nossos ideais”.

Sândalo
“O aroma de sândalo alivia a dor e a recordação”.

Pétalas de Rosa e Cânfora
“Para ganhar beleza e alegria de viver”.

Manjericão
“Vira os pensamentos para dentro, desligando-nos das coisas mundanas”

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Bordados da Ilha do Ferro


Exposição dos bordados das mulheres da Ilha do Ferro, o “Boa Noite”,
até o dia 23 de maio no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, que fica na Rua do Catete, 179 (metrô Catete), Rio de Janeiro, RJ

O Nordeste Brasileiro foi colonizado por imigrantes vindos de vários países da Europa, entre eles, portugueses, holandeses e franceses, que traziam em sua bagagem roupas de cama e mesa com variados tipos de bordados que, logo encantaram as mulheres nordestinas.
As alagoanas observaram os detalhes das roupas das holandesas e acharam parecidos com as redes de pescar de seus maridos. Então passaram a copiar os pontos e as rendas, mas adaptando aos seus gostos. Daí surgiram várias técnicas como o “boa noite” com cores e motivos variados.
O nome boa noite foi inspirado na flor de mesmo nome nativa da região.
Naquela época as moças bordavam seu próprio enxoval e se valorizava a delicadeza.


Para bordar o “boa noite” desfia-se o tecido em alguns pontos, esticando-se a área a ser trabalhada com auxílio de um bastidor ou "grade". Utilizando agulha e linha vai-se unindo os fios para construir o bordado. É um trabalho minucioso e delicado.
Esse artesanato nasceu e continua sendo feito na Ilha do Ferro, que fica no município de Pão de Açúcar, às margens do rio São Francisco, em Alagoas.



Toalhas de lavabo, toalhas de mesa, jogos americanos, lenços e paninhos diversos ganham um encanto todo especial pelas mãos dessas mulheres da Ilha do Ferro.


Eu estive lá e adorei pois tenho muitas peças com esse tipo de bordado na minha casa!

Clique na imagem para ver ampliado e se clicar duas vezes dá pra ler na segunda foto.
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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Aceita um chazinho?




Saudável e saborosa, essa bebida milenar pode trazer muitos benefícios para o corpo, além de hidratá-lo. Conheça algumas dessas vantagens e veja como aproveitá-las.

Camomila – Ajuda a purificar o sangue, eliminando impurezas, e promove a desintoxicação. Tem função calmante sobre o sistema nervoso e alivia problemas digestivos.
Dica: compressas com o chá sobre a pele podem aliviar inflamações e irritações.

Cidreira – Tem função sobre o sistema nervoso, auxilia no controle da ansiedade e problemas como insônia e irritabilidade.
Dica: fica ótimo se for misturado com um pouco de gengibre e servido com uma rodela de limão.

Erva-Doce – Auxilia na digestão e diminuição dos gases estomacais ou de intestinos. Por ser diurético, ajuda o organismo a eliminar as toxinas pela urina e suor.
Dica: nos dias quentes, experimente a versão gelada batida com suco de abacaxi e maçã.

Chá Verde – Além do efeito antioxidante, contribui para diminuir o colesterol ruim (LDL) e ativa o sistema imunológico. Ajuda a prevenir doenças cardíacas e circulatórias, pois fortalece as artérias e veias. É recomendado para aliviar sintomas de gripe como congestão nasal, inflamação na garganta e tosse.
Dica: faça um suco energizante com chá verde gelado, água de coco, canela em pó, guaraná em pó e mel.

Mate – Com poder antioxidante, diminui a ação dos radicais livres, que causam envelhecimento precoce das células. É um ótimo estimulante para atividades física e mental, pois atua sobre os nervos e músculos.
Dica: experimente bater o chá-mate com rodelas de abacaxi ou misturar um pouco de limão e gengibre.
Ou prepare essas duas receitinhas abaixo.


Para aquecer:
Chá-mate com especiarias
(1 porção)

½ xícara de chá mate quente preparado com 1 cravo e 1 pedaço pequeno de canela.
¼ de xícara de conhaque
¼ de xícara de licor de laranja
2 colheres (chá) de açúcar
2 colheres (sopa) de chantilly
Raspas de casca de laranja ou limão (para decorar).

Misture bem os quatro primeiros ingredientes. Sirva decorado com o chahntilly e as raspas de laranja ou de limão.



Para refrescar:
Chá-mate gelado com maçã e laranja
(5 porções)

5 xícaras de água
1 maçã picada em cubinhos
3 sachês de chá mate
I xícara de suco de laranja
Açúcar a gosto
Gomos de limão para decorar.

Leve ao fogo a água com a maçã e deixe ferver por 5 minutos. Adicione o chá, desligue a chama do fogão e tampe. Deixe em repouso por alguns minutos. Retire os saches e espere esfriar totalmente. Adicione o suco de laranja, adoce a gosto e sirva com gomos de limão.


Fonte: Revistinha das Sendas Supermercados
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domingo, 9 de maio de 2010

Recordação



De um caderno de poesia, destaco esta dedicatória escrita por minha mãe.
Caderno que guardei em um cantinho da gaveta e do coração,
Fiz uma postagem sobre este caderno AQUI