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sexta-feira, 6 de abril de 2018

"E a primavera surgiu..."


“E a primavera surgiu no jardim encantado,
  Como o Espírito do Amor sentido em toda parte;
  E cada flor e erva sobre o escuro seio da Terra
  Floresceu a partir dos sonhos de seu descanso invernal.
  A amarílis e, então, a violeta
  Surgiram do solo com a umidade da chuva quente;
  E seu hálito misturou-se com o doce odor exalado     
  Pela relva, como a voz e o instrumento.”  

  SHELLEY

Tradução de Nilton Maia

sábado, 31 de março de 2018

Receita de Amizade


Receita de Amizade

   Para uma boa receita de amizade, sugiro encontros, que sejam claros e transparentes.
   Juntar aos encontros, porções de: Amor, Liberdade, Atenção, Respeito, Confiança e Cumplicidade. Não precisa ser em partes iguais, desde que fiquem em harmonia.
   Cozinhar em fogo baixo, que haja luz para conhecer e mostrar-se com simplicidade.
   Cuidar para que não queime nem fique cru ou azede. Se precisar acrescente mais Amor.
   Desligar o fogo. Juntar à mistura um pouco de Ternura, Compaixão e Alegria. Regar com o mel das esperanças dos nossos sonhos.
Um pauzinho de canela para abrir as portas do coração.

   Servir em prato fundo.
   Com flores...

(Estela Siqueira)


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Maçãs de abril



Ciclo das Maçãs

Com as novas tecnologias temos maçãs o ano inteiro, mas o seu ciclo natural começa mesmo é em setembro, com a chegada da primavera.

Na primavera, as macieiras começam sua floração. Os pomares cobrem-se de flores numa beleza sem par. As abelhas fazem trabalham contentes, indo de flor em flor para fazer a polinização... E os frutos nascem, crescem e amadurecem.
Chega o verão.
Em fevereiro começa a colheita das primeiras maçãs.
Em março, com a chegada do outono, as frutas estão deliciosamente maduras.
Em abril elas estão exuberantes, coloridas, cheirosas, doces e suculentas, continuando assim até maio.
Em junho, são colhidas as últimas frutas, e então começa o período que se chama “dormência das macieiras”.
As folhas caem. É inverno.
E devagar vão surgindo os novos brotos para dar início à uma nova floração.
É setembro, é primavera... E tudo recomeça.

(Estela Siqueira)




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quarta-feira, 7 de março de 2018

Mulheres




Mulheres
Izaura – Plantava hortênsias no seu quintal e preparava mudas em latinhas. Gostava de chuva, e em horas de tempestade, cobria espelhos, facas e tesouras para enganar os raios.

Maria de Jesus – Trazia sempre nos cabelos um raminho de alecrim com cravina, e também no bolso do avental, que era pra ficar cheirosa o dia inteiro...
Helena – Amava leitura, gatos e jasmins, mas também tinha no jardim, manjericão, hortelã, alecrim, pimentão e segurelha... E cantava.

Dulce - Gostava de orquídeas, rosas e flores do campo, mas tinha implicância com girassóis... Tecia longas mantas de crochê e preparava amostras em quadradinhos que prendia num caderno.


Conceição – Contava “causos”, histórias de Trancoso e de Pedro Malasartes enquanto eu cortava suas unhas... Era devota de São Francisco de Assis... Não perdia uma missa e cantava no coro na primeira voz.

Derminda – Vestia saias godês, bem rodadas e compridas, usava broche de prata no decote, flor no cabelo e ia conversar com os passarinhos.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

O gato Chuvisco


O gato Chuvisco

Chuvisco era um gato de olhos muito azuis e bastante curioso, estava sempre a procurar novidades. Morava a duas casas da minha.
Sua dona o tratava muito bem e ele se deliciava nos seus afagos. Na casa ainda moravam o pai e dois irmãos da sua dona. O pai apesar de ser um velho ranzinza, não lhe queria mal. Mas os dois irmãos não simpatizavam muito com ela, era ele chegar perto e, logo ouvia um “sai daqui”.
Um dia sua dona se casou com um moço  e foi morar em um apartamento e como não teria com quem deixa-lo, ela acabou o entregando aos cuidados do velho pai.
“E agora” - pensou o gato – “o que fazer sem minha dona?”
 O jeito era conquistar o velho que, para sua surpresa passou a cuidar dele com muito carinho, talvez fosse saudade da filha.
Daí os dois se apegaram muito, um ao outro.  Um dia o velho adoeceu e foi preciso ficar no hospital por dez dias e, Chuvisco ficou novamente só, tentou se chegar às outras pessoas da casa, mas elas realmente não lhe davam atenção.
Chuvisco então resolveu sair por aí e foi pulando os muros das casas vizinhas. Eu estava na varanda quando ouvi um miado tão fraquinho. Chuvisco me olhava de cima do muro como que a pedir socorro. Convidei-o a entrar e dei-lhe água e comida. Ele me agradeceu com muitos miados e afagos nas minhas pernas. E Chuvisco foi se adaptando e ficando como se sempre fora meu.
Seu dono saiu do hospital e Chuvisco voltou para ficar com seu Velho, mas todo dia vinha me visitar (coisas de gatos). 
Em pouco tempo, o Velho veio a falecer e, Chuvisco miou muito nesse dia.
Na manhã seguinte, enquanto fazia as arrumações da casa, eu escuto um miado vindo da varanda, era Chuvisco que voltava para ficar definitivamente.

Era a véspera de Natal e ele veio pra ficar. Este foi o meu melhor presente.


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sábado, 25 de novembro de 2017

A poesia de Rubaiyat - Omar Khayyam




"A poesia de Rubaiyat  canta a existência humana, a brevidade da vida, o êxtase e o amor. Omar Khayyam desenvolveu em sua obra poética a concepção do êxtase do vinho como transcendência do homem."
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"Ao fazer o elogio do vinho e da embriaguez como remédio para a desesperança da vida (que seria apenas uma brevíssima interrupção num grande Nada), Omar Khayyam nos convida à fruição do presente, com suas rosas, pássaros, música e amores, como se o instante pudesse ser um simulacro da eternidade, e nos convoca para um jogo fugaz, lembrando a todo tempo que o universo é inexplicável, e mais parece a criação de um insensato."


Um livro pra se ter sempre por perto.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Parque Guinle - RJ







Que tal conhecer os ilustres moradores do Parque Guinle?
Um lugar agradável para passear com a família, os amigos ou mesmo sozinho
Vale tirar fotos ou levar um livro para ler na sombra de uma árvore, andar em suas alamedas, gramados e admirar suas plantas tropicais.
Uma beleza!

O parque fica em Laranjeiras, na rua Gago Coutinho, 66 no Rio de Janeiro


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domingo, 29 de outubro de 2017

Bolo de aipim, mandioca ou macaxeira diet

Este é um bolo feito com adoçante para quem não pode ou não quer comer açúcar.







Pegue 600g de mandioca, descasque e rale no modo grosso. Junte um ovo, 1 colher (sopa) de margarina, 3 colheres (sopa) de coco ralado, 5 colheres (sopa) do adoçante próprio para forno  "Tal e Qual" e 100ml de leite de coco. Misture bem e coloque em uma forma untada. Asse em forno médio alto por aproximadamente 30 minutos. Enfie o garfo, que deve sair sequinho,  pra ver se já está bom. Deixe amornar e desenforme.
Agora é só saborear... Hummmmm!



Uma história de monstro



A história do  monstro "Marenga do mar".

A noite já ia alta, quando gotas  grossas de chuva começaram a cair.
Corria uma lenda, que em noites de tempestade, um ser monstruoso que vivia no fundo do mar, costumava sair à procura de donzelas distraídas pra saciar a sua fome. Marenga, era como lhe chamavam, Marenga do mar.

Maria vivia sozinha no alto de uma colina e gostava de apreciar a chuva.
Nesta noite a chuva viera forte, com muitos relâmpagos e trovões assustadores., uma grande tempestade... Maria sentiu medo e desejou alguém que lhe fizesse companhia. Mas quem sairia neste tempo pra chegar até sua casa? Lembrou-se do Arenga do mar, apesar de não acreditar na sua existência, era apenas uma lenda. E para se distrair, pôs-se a chamar por ele, como uma brincadeira.
“Marenga do mar  vem dormir mais Eu.”
“Marenga do mar vem dormir mais Eu”

Chamou várias vezes e nada... ela então sorriu. Quando já estava quase adormecendo, ouviu passos se arrastando e ficando cada vez mais perto.
Subitamente os passos pararam e Maria ouviu batidas na porta.
“Quem é? – perguntou.

- “Sou eu, Marenga do mar, que você chamou, Maria, abre a porta que eu quero te comer.”

Maria estremeceu e foi tomada de pânico. Seu gato, vendo-a assim tão assustada, falou por ela:
“Maria lavou mão. Maria lavou pé, Maria já foi se deitar.”

E Marenga repetia:
“Maria abre a porta que eu quero te comer.”

E o gato respondia:
 “Maria lavou mão. Maria lavou pé, Maria já foi se deitar.”

E Marenga repetia:
“Maria abre a porta que eu quero te comer.”

E o gato respondia:
 “Maria lavou mão. Maria lavou pé, Maria já foi se deitar.”

E Marenga repetia e o gato respondia...

Por um instante fez-se um grande silêncio e logo a seguir os passos se arrastaram novamente, mas dessa vez se distanciando, cada vez mais longe.
Maria abraçou o gato e dormiu...


Entrou por uma canela de pato, saiu por uma canela de pinto.

- História que Ceição nos contava em dias de chuva...


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Molduras de papel



Emoldurando
Uma moldura é por si só, uma peça de adorno. Serve para embelezar, valorizar ou resguardar uma gravura, uma foto ou até mesmo um espelho.
Também pode embalar sonhos, fantasias e quimeras, seja em verso ou em prosa, uma palavra ou uma simples flor...

Com pedaços de papel de presente ou folhas de revistas bem coloridas, podemos fazer essas moldurinhas e enfeitar uma página de um caderno, um cartão ou mesmo uma embalagem para presente...

Experimente!

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