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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Cora Coralina de presente


 Este foi o presente que ganhei do Amorzão. 
Cora Coralina
Doceira e Poeta
Doces e receitas de dar água na boca..

Pudim de São José feito com cará e fubá de arroz...

Bolo de trigo - tradicional

Quem a procurava pelos doces se encantava também com a poesia

Quem a procurava pela poesia se encantava pelos doces...

Ela se orgulhava de ser melhor doceira de Goiás...

Numa das passagens do livro, contada pelo neto de Cora Coralina, ele diz que a avó costumava embalar os doces em uma caixa de papelão que  ela encomendava de Goiânia. Os doces eram colocados em camadas separados por papel celofane e depois a caixa era embrulhada com papel de presente e amarrada com um cordão ornado de um delicado fio metálico. O freguês não devia ter pressa, caso contrário não levaria os doces, pois como ela dizia: "Doce meu só sai daqui em caixa embrulhada e amarrada".

 Doce de abóbora - um dos meus preferidos

Um livro pra se comer com os olhos e o coração...

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Ah! - o Cartão

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Um dia fora do Tempo



Desde que o mundo é mundo, que o tempo se baseia em noite e dia (óbvio).  O homem, como um ser organizado começou a por ordem nas coisas. Cada grupo, seguindo suas intuições, suas necessidades e seus conhecimentos baseados na observação do movimento regular do sol e da lua criou, então, calendários para marcar o tempo.

Entre outros, o calendário Maia  me atraiu bastante, pelo significado que deram ao dia de hoje,  25 de julho,  o dia fora do tempo, o dia em que eu nasci.

 Como assim, fora do tempo?

Antigamente, tudo girava em torno da agricultura e astronomia. A lua como todos sabemos, é que marcava os ciclos. Baseados nesses ciclos, os Maias decidiram fazer seu calendário.

A contagem do tempo Maia se baseava em 13 ciclos lunares de 28 dias por ano solar, perfazendo 364 dias, mais um chamado de ‘Fora do Tempo’. 
Este dia “Fora do Tempo”, era destinado à preparação do novo ano solar que começaria no dia seguinte. Era um dia pra recarregar as energias, liberar o que não mais se precisava, agradecer por tudo que foi recebido até então.
Um dia de paz e gratidão.


Os Maias determinaram o início do ano solar, o dia 26 de julho, porque neste dia a estrela Syrius se alinha com o Sol.
Ficando o seu calendário com 13 meses (ou luas) de 28 dias.  

O ano solar, então, começava no dia 26 de julho, terminando no dia 24 de julho, ficando o dia 25 sem pertencer a nenhum dos dois, o anterior ou o seguinte.
Era um dia livre, um dia pra se dedicar às artes, ao contato com a natureza... enfim ao que nos dá prazer e nos enche de paz.


Por fim, esta história toda é pra dizer que hoje é o dia do meu Aniversário, e apesar de andar um pouco ausente desta blogosfera, gostaria de comemorar com vocês, meus amigos virtuais.

Preparei estes bolos pra que cada um de vocês escolha o que mais lhe agradar.

Beijos a todos.

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domingo, 22 de julho de 2012

Rosas, rosas e rosas...


Um domingo com rosas...
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quarta-feira, 18 de julho de 2012

A Fonte das Mulheres


A Fonte das Mulheres – um filme de Radu Mihaileanu.

A história se passa nos tempos atuais em uma pequena aldeia entre o Norte da África e o Oriente Médio. As mulheres buscam água de uma fonte no topo de uma montanha sob o sol escaldante. Elas fazem isso desde o início dos tempos, seguindo a tradição, enquanto seus maridos ociosos bebem chá no bar.



Leila, uma jovem, casada com o professor do lugar se revolta com isto e, então, começa um movimento de greve de amor entre as mulheres. Sem abraços e sem sexo até que os homens passem a buscar água na fonte.


Há uma forte e brutal resistência entre os homens, mas elas não desistem.


O filme é conduzido com muita sensibilidade, mesclando drama e comédia na medida exata.


Radu Mihaileanu foi brilhante na escolha do elenco. 
Além da beleza das atrizes, ele também se esmerou na escolha dos trajes.


A fotografia é primorosa.

Um filme imperdível!


As fotos eu peguei AQUI
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terça-feira, 10 de julho de 2012

Inverno carioca


Faltavam dez minutos para as seis horas da tarde e o céu ficou assim:
Azul e Rosa

Um friozinho de 21 graus

Uma brisa leve

Uma nuvem em forma de pássaro

É inverno no Rio de Janeiro

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Caldas de Açúcar



Caldas de Açúcar

Atingir o ponto certo para a calda de açúcar é muito importante para que os doces adquiram o sabor e a consistência desejados. A proporção, geralmente, é de ½ quilo de açúcar para cada 2 xícaras de chá de água.

Ponto de pasta – refere-se à quantidade de água que deve corresponder à metade do peso do açúcar. Mergulhe uma escumadeira no centro da panela; se a calda aderir e escorrer, formando uma espécie de cortina, estará no ponto.
É utilizada para cobrir bolos, biscoitos ou pães doces


Ponto de fio brando – pingue uma porção da calda num pires com água, deixe esfriar e pegue-a com o polegar e o indicador, fazendo movimentos de abrir e fechar os dedos. Se formar um fio quebradiço, a calda está no ponto.
É utilizada como base para cremes e docinhos.

Ponto de fio grosso – igual ao anterior, porém, ao testar a consistência da calda entre os dedos, o fio não deve se quebrar.
É utilizada como base para doces em pastas, geléias e recheios. 

Ponto de bala mole – pingue um pouco de calda em uma xícara com água fria e pegue-a com o polegar e o indicador. Deverá formar uma bolinha mole que perde a forma.
 È utilizada como base para balas, rapaduras e doces em pasta. 


Ponto de bala dura – igual ao procedimento anterior. Porém, ao testar a consistência da calda entre os dedos, você deverá obter uma bolinha que não perde a forma.
É utilizada como base para balas de coco, de ovos e para espelhar doces

Ponto de quebrar – pingue uma porção da calda numa xícara com água fria. Se ela estalar ao contato com a água e quebrar quando apertada com os dedos, está no ponto.
É utilizada como base para frutas cristalizadas, bom-bocado e baba-de-moça



Como estamos numa época de tantas festas, com tantas guloseimas, achei apropriado este texto que encontrei na revistinha COQUETEL, enquanto fazia minhas palavras cruzadas.

Todas as imagens foram tiradas da internet.

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terça-feira, 19 de junho de 2012

Que bicho que deu?




Por volta de 1935, num pequeno povoado do interior do estado de Sergipe, meu avô materno numa das várias fases de sua vida, trabalhou com o jogo do bicho.
Minha mãe, então com quinze anos de idade, o ajudava na pequena bodega de minha avó, escrevendo o jogo para os clientes.
O povo chegava pra fazer sua fezinha e sempre com muita conversa. As pessoas contavam seus sonhos pra minha mãe.  O sonho era o palpite para o jogo.


Minha mãe, sempre muita atenciosa, intuitivamente ajudava a decifrar os sonhos.
Certa vez, uma senhora, fervorosa jogadora, contou que no seu sonho aparecia vários bichos, entre eles um Tigre, do sexo feminino: “Helena, eu vi a tigre em pézinha!”.
Auxiliada por minha mãe, ela fez o jogo, cercando o tigre pelos sete lados.
Deu Tigre na cabeça!



Criou-se a fama então! Minha mãe passou a ser decifradora de sonhos...



O resultado vinha do Rio de Janeiro por telegrama. Para que não se desconfiasse que se tratava de jogo do bicho, cada bicho ganhava um nome. O porco, por exemplo, se chamava Justino. Quando dava porco, chegava o telegrama dizendo: “Justino morreu” – o funcionário do correio corria pra trazer a notícia e suas condolências.


Depois de algum tempo começaram a desconfiar, pois toda semana morria um conhecido... Meu avô pra não criar complicação, acabou com o jogo e procurou outro ofício.


Fotos da Exposição "É o Bicho na Cabeça!" no Centro Cultural da Justiça Federal do Rio de Janeiro.

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Se quer saber como surgiu o jogo do bicho entre AQUI
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Cama de gato



Um cantinho para dormir

Ganhando ou adquirindo um gato, a primeira coisa a se pensar é como e onde, arranjar para ele, um cantinho para morar. Ele precisa ter “o que é seu”, como qualquer um de nós, a começar por uma caminha e outros pertences, a fim de que seja um bichano bem educado.
Quer se trate de gato pequenino ou já adulto, é preciso acostumá-lo a ter um canto certo, um cantinho pra chamar de seu, onde deverá tirar suas sonecas...

O local para ele dormir deve ser limpo e acolhedor, seco e quente, principalmente se ele ainda estiver novinho, tendo deixado o calor da mamãe e seus irmãos, que dormindo embolados se aquecem mutuamente.

Pode acontecer que o animalzinho, mostrando já espírito de independência, teime em querer dormir em algum outro lugar. Não vale a pena se zangar com ele, o que convém é verificar se não existem ali correntes de ar que o prejudiquem. Então, tenta-se transportar, para o local por ele escolhido, a sua instalação.
Realizam-se tentativas até conseguir êxito.
De um modo geral, o gato, independente por natureza, arranja-se bem na convivência com o dono e logo se acostuma com o seu cantinho que pode ser uma caixa, um cesto, um caixotinho ou um outro modelinho...
O importante é que seja macio, quentinho, confortável e livre de correntes de ar.



Do livro: Como Cuidar de seu Gato de Marcos N. Monteiro.

sábado, 26 de maio de 2012

Família



"Família é prato difícil de preparar. 
São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema...Não é para qualquer um. 
Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir... Mas a vida... sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. 
O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. 
Fulana sai a mais inteligente de todas. 
Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. 
Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. 
Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. 
Aquele, o que surpreendeu e foi morar longe. 
Ela, a mais apaixonada. 
A outra, a mais consistente...
Já estão aí? Todos? Ótimo. 
Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza. 
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa. 
Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto: é um verdadeiro desastre. 
Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. 
Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada. O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. 
Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini, Família à Belle Manière; Família ao Molho Pardo (em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria). 
Família é afinidade, é à Moda da Casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito. 
Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. 
Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir. 
Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. 
Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. 
Aproveite ao máximo. 
Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete."


Trecho do livro "O Arroz de Palma" de Francisco Azevedo. 



domingo, 13 de maio de 2012

Histórias de Mães


Folheando um livro antigo me deparei com uma das muitas histórias que a minha mãe contava, e quero deixar aqui registrado como uma homenagem pelo dia de hoje.

A raposa e a cegonha

A Raposa queria zombar da Cegonha. Uma vez convidou-a para jantar em sua casa. A Cegonha foi. A Raposa fez papas e serviu em um grande prato raso. A pobre da Cegonha nada pode comer e até machucou seu grande bico.

A Raposa ria e perguntava se a cegonha não estava gostando e fingia-se até magoada por que a Cegonha nada comia.
A Cegonha, então, voltando com muita fome para casa, pensou: ”tenho que dar uma lição nesta Raposa” e veio então a idéia de retribuir-lhe a gentileza.
Comadre Raposa, você outro dia foi muito gentil comigo. Agora, chegou a minha vez de lhe pagar com a mesma moeda. Venho convidá-la para ir jantar comigo. Vou fazer um bom petisco para a comadre.
A Raposa aceitou o convite. No dia do jantar, a Cegonha preparou papas e colocou-as dentro de um jarro comprido e de gargalo estreito.

A Cegonha meteu o bico e comeu à vontade. Mas, a raposa nada pode comer, só lambeu algum pingo que caiu fora do jarro... A Cegonha deu boas risadas e disse para a Raposa:
“Minha Comadre, isto é para você aprender a não zombar dos outros!...

Moral da história: “Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem com você.”

Obs.: A história termina assim, mas a minha mãe complementava, dizendo que a Raposa pediu desculpas à Cegonha e as duas continuaram a ser amigas, prometendo nunca mais zombar da outra (se cumpriram, ah! isso eu não sei!).

Um abraço para todas as Mamães...