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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Selinho e Flor

Este selinho recebi de Cris, que tem mãos de fadas e sabe fazer encadernações lindíssimas, vale dar uma olhadinha no seu Blog Estudio Brigit
Leve, é seu também...


E esta flor é uma lembrança da Lilá(s), pelo terceiro ano de seu blog perfumado "Perfume de Jacarandá".
Parabéns Lilá(s) e continue a perfumar a blogosfera com tão lindas flores, por muitos e muitos anos mais...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

As carpideiras


Todas as manhãs elas partem para o cemitério e param diante das sepulturas onde a morte apanhou recentemente alguém.
Dão-lhes figos, tâmaras e ovos. Um mais pobre lhes oferece um ramo de jasmins. Elas ficam sentadas no meio das tumbas. Algumas amamentam os filhos, outras tecem vários cestos e outras nada mais fazem que conversar.
De repente a mais velha solta um grito. Elas cobrem as cabeças e põem-se a emitir lamentos angustiosos. A outro sinal recomeçam suas ocupações e suas tagarelices.
Entre essas carpideiras Sahaddah é a mais bela e a mais jovem. Por isso lhes dão frequentemente galinhas. Eu me casarei com ela. Certamente é forte e silenciosa, e se eu morrer primeiro suas lamentações nada custarão a meu pai!


Do livro Jardim da Carícias – clássico da literatura amorosa, rara jóia literária produzida pelo gênero lírico dos árabes em todos os tempos – Editora Artenova.


Carpideira é uma profissional feminina cuja função consiste em chorar para um defunto alheio. É feito um acordo monetário entre a carpideira e os familiares do defunto, a carpideira chora e mostra seus prantos sem nenhum sentimento, grau de parentesco ou amizade.

Vem de longe esse ofício, já no Egito Antigo era comum a presença das carpideiras nos enterros. Acreditavam ser a morte uma passagem e o choro seria necessário para que a alma do morto fizesse uma passagem tranqüila.
No túmulo de Minnakht (1500 -1450 a.C.), em Tebas, estão as "Carpideiras do Egito".


Oito séculos depois, em Roma, o ritual das carpideiras era oficialmente indispensável nos velórios. Havia duas classes de carpideiras, a saber:
Prefica, a carpideira paga para os louvores do morto e a Bustuári, que acompanhava o cadáver até o local de incineração, pranteando-o estridentemente conforme a tabela de preços.

Uma outra modalidade muda e simbólica são as Choronas, bonecas, geralmente vestidas de branco com véu negro cobrindo cabeça, rosto e os ombros, com faces sulcadas e cheias de lágrimas.

As carpideiras foram conhecidas em toda a Europa e a tradição de chorar, dançar e ter uma refeição dedicada aos mortos é possivelmente universal.


No Brasil, indígenas e escravos africanos usavam a mesma prática para chorar seus mortos.
Recebemos dos portugueses a carpideira espontânea, lamentando o defunto alheio, gratuita e vocacionalmente. Geralmente os donos do defunto davam-lhe lembranças, roupas, alimentos, dinheiro em troca do ruidoso pranto.

Ainda hoje, no interior brasileiro o chorar o defunto resiste - defunto sem choro é símbolo de indiferença e abandono total.
Os rituais são realizados por velhas ligadas por parentesco, amizade ou por simples vocação. Elas fazem guarda ao defunto iniciando as Excelências ou Incelências, rezas cantadas com voz sinistra e apavorante, que duram até a saída do enterro, de impressão inesquecível para os que assistem. Nessas localidades existem mulheres famosas e ilustres, indispensáveis ao cerimonial popular, de irresistível provocação para o pranto.


Fonte: Dicionário do Folclore Brasileiro - Câmara Cascudo
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domingo, 8 de janeiro de 2012

Primeiras comprinhas do ano.


Nesta última sexta feira fui ao shopping só pra comprar um creme hidratante.

Escolhi comprar este, da Mahogany. 
Logo fui atraída pela embalagem muito bonita e pelo nome “Pétalas de Rosas Brancas”.



Experimentei e gostei. Ele tem um perfume delicioso e envolvente de rosas, além de deixar sua pele macia e aveludada como pétala.
E ainda fizeram uma embalagem linda com sacolinha e laço de fita. Saí com a sacola de oncinha toda feliz. 
                                                                                      

No caminho de volta, me lembrei que precisava de uma garrafa térmica. Gostei desta verdinha e já ia me dirigindo ao caixa quando, na prateleira seguinte vi essas tigelinhas da mesma cor. Não resisti... tudo combinadinho!
 

Mais adiante, entrei no Supermercado (não consigo passar indiferente, tem sempre coisinhas a comprar) e fiz umas comprinhas básicas, incluindo este pedaço lindo de melancia.


Na hora de pagar, ganhei este coração como cortesia. Que gentil!


O coração é um cofrinho cuja proposta não é a de colocar moedas.
A proposta é, cada vez que a gente fizer uma coisa boa ou uma coisa boa acontecer com a gente, escrever num papelzinho e guardar no coração.
No final, o coração estará transbordando de coisas boas que fizemos e passamos durante o ano.

Vou colocar no cofrinho o primeiro bilhetinho: "primeiras comprinhas do ano".





"A pessoa perfeitamente normal é coisa rara na nossa civilização." (Karen Horney)
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Brinquedos

Até domingo, no andar térreo, o Museu do Folclore, aqui no Rio de Janeiro, está com uma pequena mostra: "Brinquedos de Recife".
São brinquedos feitos por artesãos pernambucanos, que vem dando continuidade a essa arte tão popular e quase esquecida, do Nordeste Brasileiro.
Viajei ao passado, ao tempo de quando era criança e brincava com brinquedos iguais a estes.

Os carrinhos de lata;

Os mini-tambores;

Mané Gostoso, que se movimenta ao comando de nossas mãos;

E as bonecas de pano, que tanto embalaram os meus sonhos de menina.


e ainda, os apitos de barro em forma de galos e galinhas, os cata ventos, as marionetes, entre outros...

É uma pena que, hoje, diante de tanta tecnologia, são raras as crianças que conhecem e brincam com esses brinquedos que tanto mexem com a nossa imaginação.

Perde a criança, perde o artesão... perdemos todos nós.

Para quem está no Rio, o Museu fica ao lado do Palácio do Catete, e os brinquedos estão à venda na lojinha do museu junto a outros trabalhos artesanais.

No museu também funciona uma Exposição permanente com cerca de 1400 artigos feitos por artesão de todo o Brasil .
Vale a pena uma visita, são três andares de pura magia.
Uma pequena mostra AQUI.


"As coisas de que a criança gosta permanecem no reino do coração até a velhice.
A mais bela coisa da vida é nossa alma permanecer esvoaçante nos lugares onde outrora brincávamos."
(Kallil Gibran)

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domingo, 1 de janeiro de 2012

Objetos de Valor

De Chocolate o Amor é feito... cho, cho, chocolate, bate o meu Coração!

Meu Coração palpitante... brincos iguais ao colar...

Miau, miau, miau chegou o trio de gatos... Lindos!

Tomando um banho cheiroso meu bem...

Bonito assim, veio em papel de seda, toalha bordada na mesa à luz das velas do Coração...


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domingo, 25 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal - 1949


Primeira página:


Mensagem:

Detalhe:

De 1949 a 2011... Os anos passam, mas a mensagem é igual em sua essência!

Feliz Natal!
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Olha só o Papai Noel!


O verdadeiro papai Noel é mesmo o São Nicolau, o santo padroeiro da Rússia, que segundo estudiosos do assunto, teve sua origem neste país, onde, o bom velhinho de barbas brancas chegava montado num cavalo branco, com o livro de notas das crianças e, trazendo presentes.

Olha só!!! o diploma que ganhei do "Terra dos Duendes", onde eu participei de um SAL DE NATAL.


O SAL foi feito em três passos:
Primeiro Passo ficou assim:


Segundo Passo, assim:


Terceiro Passo:
Olha só como ficou o meu Papai Noel!

ESTE É O CARTÃO DE NATAL QUE QUERO OFERECER PRA VOCÊS,
COM OS MELHORES VOTOS DE
BOAS FESTAS...

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Uma história linda do Papai Noel no cavalo branco pode-se ler aqui: http://www.jardimdasamoras.com.br/historia_nicolau.htm

Vejam também os trabalhos das outras participantes do SAL DE NATAL aqui:
http://terradeduendes.blogspot.com/
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OBRIGADA DUENDES!!!
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sábado, 17 de dezembro de 2011

Que ninguém diga...

... que eu exagerei(rssss) na postagem anterior, sobre os nomes de ruas.


Aqui uma foto de uma das ruas mencionadas,"Rua João Bebe Água", tirada em 1990, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe, Nordeste Brasileiro.



E esta, a foto completa da foto da postagem que foi apresentada em detalhe (a vaca passeando).


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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Se essa rua fosse minha...


Passeando pelo “Cadeirinha de Arruar”, me encontrei no meio da “Rua da Cachorra Magra”, nome antigo da rua em que Lúcia mora.
Em resposta aos comentários curiosos pela origem de tal nome, ela diz o seguinte: “Conta a lenda que a tal rua foi batizada por carteiros, que odeiam cachorros, referindo-se a uma cachorra da raça Whippet (galgo) de uns ingleses, que por ali moravam”

O povo cria, o povo faz a história, o povo sabe das coisas.
“A voz do povo é a voz de Deus."

Logo lembrei das histórias que minha mãe contava. Entre muitas outras, nos hipnotizava com suas memórias, as lembranças dos lugares que passara em sua infância e juventude. Ruas com seus nomes cheios de significados, de poesia e a simplicidade do povo.

(Peço licença à Lúcia por esta postagem).

Então vamos às ruas:

Rua do Vai Deitado era a rua que ia dar no cemitério, por onde passavam os cortejos fúnebres.
Rua das Almas era a rua que passava atrás do cemitério, onde as almas penadas passeavam nas altas horas da noite.
Rua do Vai Quem Quer era uma rua sem saída, não servia de passagem para outra rua, portanto só ia lá quem queria.
Rua do Quadro era a rua onde ficava a praça.
Rua da Capela, óbvio, onde ficava a capela do lugar.
Rua da Linha era a rua onde passava os trilhos do trem...
Rua da Poeira: essa nem precisa explicar.
Rua João Bebe Água: segundo a lenda, havia um bêbado, conhecido do lugar, que vivia com a garrafa na mão e sempre que passava alguém lhe perguntava: João, o que bebes? Ao que ele respondia: Bebo Água.

Havia também as ruas com nomes de árvores, de frutas, cada qual com a sua: das mangueiras, das jabuticabeiras, dos oitis... um pomar inteiro.
E ainda segundo a sua geografia: Rua da ladeira, das pedras, da beira do rio, rua do cais, etc.

A maioria dessas ruas trocou de nome para render homenagens a benfeitores, escritores ou vultos da história, mas algumas ainda resistem no tempo e no espaço guardando seu nome original, mostrando sua verdadeira alma...

Você conhece alguma rua assim?
Deixe um comentário.

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Dezoito dias


Dezoito dias sem postar.
Quando olhei a data da minha última postagem, fiquei pensando como o tempo está passando tão depressa... e a gente nem se dá conta do quanto se ausentou.
Mas eu tenho uma justificativa: ando um pouco ocupada com as minhas bonecas... fazendo bonecas (rsss). Quando comecei, em abril, não pensei que teria encomendas para o Natal, e é por isso que estou sem tempo para os meus blogs e dos amigos.

Ainda faltam algumas, e logo logo volto às outras atividades, de postagens e visitas aos blogs amigos, velhos e novos.

E falando em Natal, querem uma idéia de presente? Pois então visitem o blog Studio Brigit, a Cris faz trabalhos lindos de papelaria e as encomendas chegam em embalagens lindas que dá até pena de abrir (rsss). É tudo feito com muito capricho.


Olha só este envelope, ou melhor um livro... ou caderno, suas páginas são envelopes, onde se pode guardar um monte de coisas que a imaginação sugerir.


Vale a pena conferir AQUI ou AQUI.
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