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domingo, 11 de setembro de 2011

Divina Sedução


Pomona, a virgem ninfa do bosque, passava a vida a cuidar das ervas e das frutas silvestres. Era linda e todos os deuses a cobiçavam. Um deles, Vertuno,estava sinceramente apaixonado, mas o bosque da virgem estava vedado à presença masculina, e Pomona não se interessava por homem nenhum, mortal ou deus. Vertuno, então vai assumindo as formas da natureza e se aproxima – cada vez mais – do bosque de Pomona, apenas para olhar a amada. Um dia ele não resiste. Transformando-se numa velha, invade o território de Pomona – e ganha sua confiança.
Conversam sobre os deuses do Olimpo. Vertuno fala que um deles, o mais belo e forte, está apaixonado por ela, a ponto de perder a cabeça. Conta a Pomona várias histórias sobre mulheres que desprezaram o amor e que foram punidas por Vênus e por Eros. Pomona se impressiona. Quando percebe que a virgem fora seduzida pela idéia de conhecer ao deus que a corteja, Vertuno assume sua face verdadeira; o belo e radiante deus aparece na sua forma mais sedutora. Pomona não resiste. Os dois se amam.



(Almanaque do Amor - Bernardo Pellegrini e Maria Angélica Abramo)


Ilustração - Vertumnus e Pomona por Laurent Delvaux.

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domingo, 4 de setembro de 2011

Para Você

E já que estamos em setembro, começo com o texto, tão primorosamente escrito e também bastante atual que copiei na íntegra da revista referente aos meses julho-agosto de 1947.
Você pode clicar duas vezes na imagem para ampliar e ficar legível.



Temos, os da espécie humana, o mau vêzo de desprezar as lições que a Natureza, na sua simplicidade, ao mesmo tempo que na sua sabedoria, nos presenteia, a cada instante.
Trocamos, não raro, o dia pela noite, enquanto o instinto atávico dos irracionais, às vezes mais criterioso que nós, jamais lhe permite fazê-lo. É que, à noite, se verificam fenômenos de toda a espécie, necessários à função biológica. Eles passam desapercebidos, quase, de nós, que nos julgamos detentores dos conhecimentos mais profundos da ciência, mas não respeitados pelos animais, que obedecem, na sua atividade diuturna, o ciclo do dia solar.
Haja visto o que aconteceu, no último eclipse, em Bocaiúva, onde a passarada, saudando o dia nascente, riscava os céus, em revoada alegre e iniciava sua luta quotidiana, em busca de alimentos. O sol, todavia, foi eclipsado pela lua e se fez a treva sobre a terra. Os pássaros não se perturbaram e como, à noite, eles costumam estar sempre, em seus ninhos, não discutiram o fenômeno mas voltaram, precipites, às copadas das árvores, suas moradias, certos de que decorrera mais um período de dia solar. Apenas, todavia, voltou a luz do astro-rei a inundar a terra, retornaram, súbito, à sua faina e aos seus vôos.
Em tudo, aliás, os animais obedecem a certas regras constantes, que nós, nem sempre, procuramos conhecer, mas que lhes dão um teor de vida sadia e intensa, dispensando-lhes médicos, remédios e hospitais.
Chega-nos, com Setembro, a estação maravilhosa da Primavera, que risca as nuvens, em vôos surpreendentes, gozando tal estação, intensamente, tirando-lhe todo o proveito que lê lhe pode dar.
À medida do que nos é possível, corramos para os campos, para aurir aquele ar puro, enchendo os nossos pulmões, renova-nos as energias do sangue, depauperado nos ambientes confinados em que labutamos todos os dias.
Impregnemos as nossas vistas dos panoramas luminosos com que a natureza pátria nos deslumbra e desanuviemos os nossos espíritos dos quadros limitados da nossa visão diuturna, em nossos afazeres.
Gozemos as delícias desta quadra primaveril, que nos é propícia à renovação salutar do nosso organismo e, principalmente, saturemo-nos desta alegria, própria da estação que iniciamos, a fim de higienizar o nosso espírito, comumente tão preocupado pelo peso de nossas responsabilidades quotidianas.
Aproveitemos a vida, no que ela tem de bom e no que nos é lícito, porque, conforme o aforismo chinês, “é mais tarde do que pensamos”.



Espero que tenham gostado.
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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Muito mais que um presente



Ganhei estas revistas de Dona Lygia, senhorinha linda, de 82 anos, minha vizinha até o mês passado, quando precisou mudar para ficar mais perto dos filhos.
Como em toda mudança, a gente acaba se desfazendo de algumas coisas, então, me perguntou se eu gostaria de ficar com as revistas que ela guardou por mais de sessenta anos.
São revistas de trabalhos manuais, tricô e crochê, datadas de 1947 a 1952.
Ela me contou que já não fazia mais os tais trabalhos manuais, mas que deliciava folheando e revivendo toda aquela época, de sua mocidade.
Como recusar!!! Nem pensei tal coisa. .. São relíquias, são tesouros guardados que não tem preço.

As revistas dizem muito da época em que foram lançadas,através das propagandas, da moda, da apresentação... e estas, especialmente são da época em que eu nasci.
E confesso que estou até agora em estado de felicidade e encantamento, folheando-as e revivendo o tempo em que Lygia, Dulce e Helena eram mocinhas.


E quero dividir esta felicidade com vocês, que porventura, também tenham esse sentimento de saber ou reviver como era naqueles tempos.

Vou postar aos poucos, aqui no Guardados (marcador OUTROS TEMPOS) e também no meu outro blog Faceirice, no que se refere à moda e outras faceirices.

Espero que gostem e curtam muito...

domingo, 28 de agosto de 2011

Setembro


Setembro é o nono mês do ano, mas nem sempre ele ocupou o nono lugar do calendário. No calendário antigo dos romanos, legado por Rômulo, ele ocupava a sétima posição de um ano de dez meses, daí o seu nome ser September.
Quando houve a reforma Juliana, onde se introduziu mais dois meses ao ano, ele então passou a ocupar o nono e atual lugar, no então, calendário Gregoriano.
Note-se que no calendário antigo, o ano começava em abril e terminava em março, sendo que janeiro e fevereiro foram introduzidos depois da reforma.
Podemos verificar essa ordem através dos signos do zodíaco, que começa com Áries (ou Marte) no mês de março
Naquela época os romanos costumavam atribuir um mês a algum deus, deusa ou imperador como uma homenagem a este.

Assim:
Janeiro - era em homenagem ao deus Janus, filho de Apolo e da ninfa Creusa;
Fevereiro - do latim Februarius, de Februs, denominação emprestada a Juno no tempo de purificação e do desagravo.
Março - do latim Martius, de Marte, o deus da guerra, especialmente venerado em Roma;
Abril - supõe-se que se atribuiu o seu nome a Aprilis, um dos espíritos que seguiam o carro do deus Marte, com a sutilieza e a graça da brisa;
Maio - há rumores que teria sido em homenagem à Maia, ninfa das chuvas, a mais bela das sete Plêiades, filhas de Atlas e Plêione.
Junho - em homenagem a Juno, irmã e esposa de Júpiter;
Julho - sendo o quinto mês, era denominado Quintilis, mas foi mudado em homenagem a Julio César, por determinação de Marco Antônio;
Agosto - corruptela do nome latino Augustus, do imperador Augusto César ao qual foi consagrado.
Setembro – apesar de ter sido atribuído a alguns personagens, como Tibério, Germânico, Antonino, Tácito, entre outros... o nome não pegava, talvez em desagrado ao homenageado, pois mal acabava o seu poder, tornavam a chamá-lo September e que permanece até hoje.
Outubro, Novembro e Dezembro também tiveram o mesmo tratamento de Setembro, valendo sempre a sua posição no calendário.


Imagem - As Plêiades
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Festas de casamento



Houve um tempo em que as festas de casamento eram realizadas em casa e muito raramente comemoradas em clubes. Quase como regra geral, todos se reuniam depois da cerimônia, para um pedaço de bolo e champanhe. Podia ser no jardim ou em uma sala mais reservada. Um tempo nem tão distante, que eu me lembre lá pelos anos 1970, essas festas ainda eram bastante comuns.
Depois passaram a acontecer em salões e casas de festas. Apareceram serviços especializados em recepções, que organizavam tudo, desde a festa, ao enfeite do salão e à música, se aprimorando e inovando a cada dia, até os dias de hoje.

Os tecidos para as roupas das mulheres eram importados, as mais finas e abastadas, naturalmente, assim como a louça era inglesa e as toalhas de finos bordados, mas de um modo geral tudo era mais simples, sem sofisticação, sem tanto luxo e requinte.... e quase todas as mulheres usavam o mesmo decote nos vestidos, algumas usavam no lado uma flor, outras um colar no pescoço. Algumas usavam saia ampla de belo tafetá, blusa de seda bordada com renda fina.
As pernas das mulheres exibiam meias de costura atrás (e olhe que a costura não podia ficar torta). Os sapatos de salto, fechados na frente e alguns abertos atrás, estilo que ainda chamamos “chanel”
Os homens de terno escuro com gravata borboleta e cabelos engomados com a mais fina brilhantina.

Mas, a estrela da festa era obviamente a noiva, e o vestido, mesmo dentro da simplicidade existente na época, era escolhido com muito capricho e sempre branco, transmitindo pureza, castidade e inocência, atributos muito importantes para a época.

O bolo também era destaque, simples ou mais elaborados, com o casal de noivinhos em cima, rosas, laços e outros arabescos de glacê davam o requinte final. Era mesmo uma obra de arte, as mulheres trabalhavam os bicos de confeitar com muita criatividade, pois na época não se dispunha dos recursos de hoje. Os bolos eram sempre frescos, feitos no dia ou na véspera pelas mulheres da família ou alguma vizinha mais jeitosa..

Depois do bolo cortado e distribuído, a noiva trocava de roupa, geralmente um conjunto em shantung, tecido muito requisitado na época, para essas ocasiões.

Enquanto isso o carro que levaria os noivos para a lua de mel, geralmente um Dodge Dart alugado ou emprestado de um amigo, era preparado pelos amigos. Latas e tiras de papel branco eram amarradas com barbante nos pára-choques traseiros. No momento em que o carro se punha em movimento, era um estardalhaço aquelas latas rolando e as tiras de papel balançando e se soltando com o movimento.
A alegria era contagiante e todos ficavam acenando até o carro sumir da vista.
A tradição das festas ainda continua, mas o estardalhaço das latas, não existe mais...


O vestido é de 1950 e se quiser ver mais, eu peguei AQUI no Faceirice
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Ganhei o Sorteio!!!


Eu adoro sorteios! e principalmente quando eu ganho (rsss).
Pois não é que eu ganhei mais um!
Desta vez foi uma boneca muito linda lá da Casa das Bonecas de Pano de Ipiabas, da Leila.
Uma bailarina incrivelmente linda!

Vejam com mais detalhes AQUI no meu outro blog Bonecas da Mari.

Obrigada Leila por esta felicidade!
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Olá gente querida


Olá gente querida, quero em primeiro lugar pedir desculpas por não estar visitando os seus blogs e nem respondendo aos comentários tão carinhosos deixados aqui. Por motivos de saúde na família, estou um pouco ausente...

Ganhei esta rosa da Leila e quero repassar pra todos vocês que me seguem e me visitam.
Assim que tudo se resolva, e que será breve, voltarei, inteira, para então continuar esta corrente de amizade tão boa que formamos aqui.

Espero que gostem da rosa e a levem com vocês.

Beijos carinhosos.

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domingo, 24 de julho de 2011

Balanço de Aniversário


Olho pela janela, o céu está nublado e o um vento leve passeia por entre as árvores.
Aqui e lá fora, a vida nada tem de artifícios ou de perdida, é real, impaciente, ardente de desejos, e consiste em estar viva.
Tudo o que a gente vive vai sendo guardado num baú mágico e imenso – a nossa memória – e a gente vai mergulhando numa viagem pelo tempo, alcançando o momento num claro labirinto, desfrutando a alegria de nele estar presente. E as lembranças vão surgindo como as flores de um grande ipê, colorindo de rosa o chão da nossa mente...
A casa com o portão sempre aberto, escancarado para a vida; o jardim, com sol ou com chuva com seus canteiros floridos. De dia o cheiro das rosas, de noite o embriagante cheiro da dama-da-noite e o suave aroma do jasmim...
Era uma vida feita de horas eternas... Nuvens de carneirinhos, bolhas de sabão, pipas, bolas de gude e brincadeiras de roda...
Toalhas bordadas forrando a mesa para o lanche, às três da tarde. Mingau de aveia Quarker, broinhas de coco, bolo de milho, café com leite...
Histórias à beira da cama, e a nossa mãe nos olhando, sorrindo...
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Sabe quando a gente fica imaginando como as coisas serão?
O tempo vai passando, se esticando. E de repente chega um momento em que se toma consciência do que a gente é, do que a gente viveu.
E saber que valeu a pena.
Aceitar naturalmente as perdas, conquistando maior paz, sentir-se mais consciente, mais verdadeira, inteira, mais sensível ao real.
E saber-se capaz de aceitar as mudanças do corpo, as gordurinhas extras, as estrias do “estica-encolhe”, e saber se orgulhar delas, pois são marcas da vida.
Aprendi, hoje sei, a tornar mágico o momento. Descer, subir... vencer batalhas, mesmo quando as perdendo.
E saber que, na verdade, tempo haverá para muitas outras coisas: tempo para o amor, tempo para os amigos e tempo ainda para uma centena de indecisões.
E saber-se fonte de pura energia, capaz de olhar para frente, para o futuro, batalhar para alcançar a vida, renascer a cada dia... e amar sempre.


FOTO: A Natureza me deu de presente a visão dessas flores do Ipê, que sempre teima em dar flores no inverno, e este ano, em particular, ela escolheu a semana do meu Aniversário.
Mais fotos deste Ipê AQUI.


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domingo, 10 de julho de 2011

Cartão de Amizade


Um lindo cartão para comemorar os quatrocentos seguidores da Lúcia

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Corujinha do tempo


Todo mundo já conhece o galinho do tempo. É aquele galinho revestido de um material que vai mudando de cor conforme a umidade do ar.

Técnica desenvolvida por nossos irmãos portugueses.
Quando o ar tem muita umidade ele fica rosa e quando tem baixa umidade ele fica azul.

Isto se deve ao cloreto de cobalto II, um sal de cor azul que se hidrata facilmente, passando a cloreto de cobalto II dihidratado, de cor rosa. Enfeites como “galinhos”, “gatinhos”, "corujinhas" e outros bibelôs são recobertos com esse sal e mudam de cor em função da umidade do ar.
Este sal é muito usado em laboratórios, em estufas de secagem de alguns materiais. Também muito usado para se obter flores desidratadas e, na espionagem, já foi muito usado em tintas de canetas que escondiam mensagens secretas que só eram possíveis de ler quando se submetia o papel a uma secagem, mas hoje todo mundo já sabe disso e não se usa mais em espionagem (rsss).

Esta corujinha do tempo eu ganhei de uma amiga, e com certeza é uma coruja portuguesa.

Esta minha coruja do tempo ultimamente anda se vestindo de cor de rosa, mas hoje ela decidiu mudar de roupa, ela está usando um lilás quase azul. Isto é sinal de que o tempo está mais pra seco, com menos umidade no ar. Mas por aqui, no Rio essas corujinhas não se decidem, ora veste rosa, orar veste azul.

Gosto muito de cor de rosa, mas nestes dias de inverno fico torcendo pra coruja vestir azul.

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