
Pomona, a virgem ninfa do bosque, passava a vida a cuidar das ervas e das frutas silvestres. Era linda e todos os deuses a cobiçavam. Um deles, Vertuno,estava sinceramente apaixonado, mas o bosque da virgem estava vedado à presença masculina, e Pomona não se interessava por homem nenhum, mortal ou deus. Vertuno, então vai assumindo as formas da natureza e se aproxima – cada vez mais – do bosque de Pomona, apenas para olhar a amada. Um dia ele não resiste. Transformando-se numa velha, invade o território de Pomona – e ganha sua confiança.
Conversam sobre os deuses do Olimpo. Vertuno fala que um deles, o mais belo e forte, está apaixonado por ela, a ponto de perder a cabeça. Conta a Pomona várias histórias sobre mulheres que desprezaram o amor e que foram punidas por Vênus e por Eros. Pomona se impressiona. Quando percebe que a virgem fora seduzida pela idéia de conhecer ao deus que a corteja, Vertuno assume sua face verdadeira; o belo e radiante deus aparece na sua forma mais sedutora. Pomona não resiste. Os dois se amam.
(Almanaque do Amor - Bernardo Pellegrini e Maria Angélica Abramo)
Ilustração - Vertumnus e Pomona por Laurent Delvaux.
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