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sábado, 24 de julho de 2010

Meus presentes

Esta festa está rolando já faz algum tempo, pois alguns presentes vieram com alguma antecedência para alegrar meu coração.

CLIQUE NAS IMAGENS PARA VER AMPLIADAS.

Por ordem de chegada:

Presente da Jacque e do Moacir - de Porto Alegre;

Brincos e Colar feitos pela Jacque e um Gaucho e sua Prenda com seu fogão a lenha.


Depois foi a vez de Dulce, que fez este lindo caminho de mesa com suas mãos de fada;

O cartão.



Cila me mandou esta Boneca lá de Aracaju vestida para a Copa ...


Rissa fez uma vela com cheiro e cor de morango;


E estes aqui, são do Meu Amorzão, que estavam escondidos faz tempo, mas ele só me deu hoje.

O cartão.


Livros e chocolates - coisas que ele sabe que eu adoro.


Os livros.


Os chocolates.


Uma mordida.

Faltando um bombom na caixinha...Huuuummmmm!


ADOREI MEUS PRESENTES!

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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Uma história com coentros




Acabei de ler um livro bastante interessante, um livro que contém coentros. Não é livro de receitas e nem fala de hortas, é simplesmente uma história que contém coentros.

O nome do livro: Adeus, Princesa
Autora do livro: Clara Pinto Correia

Nesta história, a autora escolhe para protagonista alguém que não gosta de coentro. Ela mistura sonhos e sabores, críticas, paixões e tradições numa narrativa onde ficção e realidade se confundem numa incursão ao interior de Portugal, mais precisamente na região do Alentejo.
Com muito domínio sobre a escrita ela narra uma história que como ela mesma o diz, contém coentros. Mas, a sua maior característica é a riqueza de detalhes, minuciosamente descritos, além de um toque de humor muito refinado.

“A mesa estava posta com uma toalha bordada, tinha malmequeres espalhados por toda a volta, louça de porcelana com flores azuis muito pequeninas, guardanapos de papel também azuis. Um grande jarro de vinho tinto ocupava-lhe o centro, e o pão fora cortado em fatias finas, distribuídas por dois cestos de verga forrados com paninhos brancos, de extremidades rendilhadas. Joaquim Peixoto, num brusco sobressalto, pressentiu nos odores que chegavam da cozinha o rasto traiçoeiro dos coentros.”
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“Lombo de porco, uma verdadeira especialidade, acompanhado de salada. Era na salada que se escondiam os coentros, incontáveis, picadinhos, impossíveis de despistar ou de chegar discretamente para o lado com os dentes do garfo. Joaquim Peixoto odiava coentro.”


E já que é uma história com coentros, que tal preparar uma bela salada com essas tão cheirosas folhinhas?


- Tomates Cereja
- Muzzarela de búfala
- Coentro picadinho
- Misturar tudo e regar com azeite.




- Ovo cozido amassado com o garfo ainda quente
- Coentro picadinho
- Legumes cozidos
- Misturar tudo e regar com azeite.


E comer à vontade, desde que se goste de coentros, é claro! (rsss.)

Bom Apetite!
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terça-feira, 13 de julho de 2010

Biblioteca Nacional


A livraria trazida de Lisboa por D. João VI compunha-se de 14.000 volumes, além de 6.000 manuscritos. Por ocasião do regresso da família real, grande parte dos manuscritos voltou a Portugal. No ajuste das contas da Independência, D. Pedro I mandou pagar pela biblioteca quatrocentos contos de réis, ordenando que fosse franqueado ao público (alfabetizado?) transformando-se em Biblioteca Nacional.


Memórias da Cidade do Rio de Janeiro, Vivaldo Coaracy
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sexta-feira, 9 de julho de 2010

DIÁRIO DE UMA MULHER FIEL NUM CRUZEIRO




Querido Diário... 1º Dia:
Já estou preparada para fazer este maravilhoso Cruzeiro, presente do meu marido... Vim sozinha e trouxe na mala as minhas melhores roupas! Estou excitada!

Querido Diário... 2º Dia:
Foi lindo, vi alguns golfinhos e baleias! Que viagem maravilhosa estou a começar a gostar...! Hoje encontrei-me com o Capitão, que por sinal é um belo homem!

Querido diário... 3º Dia:
Hoje estive na piscina. Fiz também um pouco de jogging e joguei mini-golfe. O Capitão convidou-me para jantar na sua mesa. Foi uma honra e a noite foi maravilhosa. Ele é um homem muito atraente e
culto.

Querido diário... 4º Dia:
Fui ao Casino do navio! Tive muita sorte, pois ganhei €80. O Capitão convidou-me para jantar com ele no seu camarote. A ceia foi luxuosa com caviar e champanhe. Depois de comermos ele perguntou se eu ficaria no seu camarote, mas recusei o convite. Disse-lhe que não queria ser infiel ao meu marido.

Querido diário... 5º Dia:
Hoje voltei à piscina para me bronzear um pouco. Depois, decidi ir ao Piano Bar e passar ali a tarde. O Capitão viu-me e convidou-me para tomar um aperitivo. Realmente ele é um homem encantador.
Perguntou-me de novo se eu queria visitá-lo no seu camarote naquela noite. E eu lhe disse que não, que era casada! Então ele disse que se eu continuasse a responder não, que iria afundar o navio!
Fiquei aterrorizada!

Querido diário... 6º Dia:
Hoje salvei 1600 pessoas... Três vezes!!!

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Aniversário


Parabéns Noah, pelo aniversário duplo: o seu e do seu casamento.
Muitas Felicidades!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Jardim das Borboletas



O mais novo blog da Jacque, onde ela mostra mais uma vez, o seu bom gosto e sensibilidade e, que gentilmente me convidou para ser madrinha.
Um blog onde as imagens falam por si mesmas, com muita delicadeza e suavidade.
Você está convidado(a) a visitar o "Jardim das Borboletas".

quarta-feira, 30 de junho de 2010

As bananas


Eu o chamava de "Velhinho" e ele me chamva de "Menininha". Era uma troca justa, visto que ele devia ter seus noventa anos, enquanto eu, andava lá pelos meus oito ou nove anos.
Ele contava as bananas e as embrulhava em folhas de jornal. Suas mãos eram compridas, trêmulas e se moviam sem pressa, como quem tinha todo o tempo do mundo.
Eram bananas d'água e, o seu cheiro se misturava ao cheiro do jornal. Com que prazer eu comprava aquelas bananas. Ele sempre colocava uma a mais.

Tinham as cascas amarelas esverdeadas com muitas pintas marrons. Eram frutas macias, cheirosas e gostosas.
Chegando em casa, pegava uma banana, descascava e, com os dedos, seguindo a linha central, ao longo de sua forma, separava as três partes, admirando as pequenas sementinhas que ela guardava. E saboreava cada pedaço sem pressa, sentido seu cheiro, seu gosto doce e macio...

Cheiro, sabor e cor... dispostas em leques separados dos cachos enfeitando o velho balcão de madeira.

Agora, nos mercados elas têm selo... são bananas com grife e, são vendidas a peso! Onde já se viu pesar bananas?!
Bananas têm que ser vendidas por dúzia, contadas uma a uma. Por isso eu prefiro comprá-las na feira ou nos barraqueiros das esquinas e.. sempre lembrar do "Velhinho".



Foto tirada no calçadão da Rua do Catete - RJ.
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domingo, 27 de junho de 2010

Festas Juninas ... finalizando com São Pedro


Simão Pedro que nos evangelhos aparece como um pescador, era um homem de temperamento espontâneo e impulsivo, capaz de defender seu Mestre e, logo adiante, fingir que não o conhece. Esse personagem fascinante e contraditório se transformará, depois da morte do Mestre, no líder sólido e determinado dos seguidores da doutrina de Cristo.
São Pedro, segundo a tradição católica, foi nomeado chaveiro do céu. Assim, para entrar no paraíso, é necessário o seu consentimento.

“Santo Antônio casa / São João batiza / Pra entrar no céu São Pedro é quem autoriza”

Dizem que Santo Antônio arranjava logo marido, São João escolhia mais, e o melhor marido era arrumado por São Pedro, pois o santo fazia as coisas bem feitas. Como bom pescador que era sabia amarrar bem as coisas.

E muitas são as sortes para serem feitas no seu dia por aquelas que ainda não haviam arranjado um casamento. E ainda, como Guardião dos Céus, ele também ajudava a proteger as casas.

Simpatia da proteção da casa
No dia de São Pedro coloque dentro de um copo com água a chave da porta de entrada da sua casa e diga: "São Pedro, proteja minha casa, assim como protege de intrusos o céu; afaste todo e qualquer mal da minha casa e com a ajuda do anjo guardião, não deixe entrar nenhum ladrão".

Simpatia para casa nova
No dia de São Pedro, coloque uma chave nova debaixo do seu travesseiro. Embrulhe-a em um papel branco com três pedidos e descreva como você desejaria que fosse sua nova casa. Deite-se mentalizando que São Pedro e seus anjos estarão durante a noite procurando a casa dos seus sonhos.

Simpatia para alugar um imóvel:
Tomar um banho de alecrim ou um banho comum. Durante o mesmo, mentalize coisas boas, pedindo inclusive o refazimento de suas energias.
Em seguida, vista uma roupa clara, pegue uma chave qualquer, chegue à janela e, olhando para o céu, diga:

"São Pedro da Terra,São Pedro do Ar!
Ajuda-me, por caridade, porque preciso o meu imóvel alugar.
São Pedro do Céu, São Pedro do Mar!
Ajuda-me, por piedade, porque tenho necessidade do meu imóvel alugar. Assim que meu pedido for atendido, te darei uma chave nova de presente,
E muito mais que tudo, meu amor, minha gratidão, meu coração."


Quando for atendida, compre a chave, embrulhe num papel branco ou verde, deixando-a na praia ou na igreja; depois, acenda uma vela verde para São Pedro. Se você fizer a simpatia com fé, com certeza dará certo!

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Nas comemorações da festa de São Pedro, também são encontrados os componentes dos festejos juninos, muita comida e muita dança, sendo os fogos e o pau-de-sebo as principais atrações de sua festa.


Por ser considerado o protetor dos pescadores, também é festejado com a realização de grandes procissões marítimas e fluviais nas várias regiões do Brasil. Sua imagem é levada em um barco, seguido por vários outros, na sua maioria pequenos ou jangadas artesanais.

É também considerado o santo protetor das viúvas. Estas, então, são encarregadas da organização das festas em seu louvor, realizando procissões com muitas rezas fervorosas.


A tradicional procissão de São Pedro sai às águas do rio Parnaíba,em Teresina, no estado do Piauí levando a imagem do padroeiro dos pescadores. E dezenas de outros barcos acompanham por amis de 1 hora.
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Há, por parte do povo, uma certa intimidade e liberdade no tratamento com São Pedro, pelo temperamento benevolente do santo e por ele ser o “Guardião do Céu”.
Chover é obra de São Pedro. Quando os trovões começam a aturdir e as crianças choram, as mães as consolam: "é a barriga de São Pedro roncando" ou "ele está mudando os móveis de lugar”
E quando a chuva cai: “É São Pedro lavando os assoalhos do céu”

Para se entrar no céu é necessário que o santo-chaveiro abra as portas. Embora simbolizado como velho, não o respeitam devidamente. De maneira impiedosa e desrespeitosa é alvo de milhares de anedotas, algumas inocentes, outras picantes. Serve para comparar e justificar os erros humanos: "... se até São Pedro errou, posso errar também"

Em alguns lugares do Brasil, no dia de São Pedro, todos os que receberam seu nome devem acender fogueiras na porta de suas casas.

Além disso, se alguém amarrar uma fita no braço de alguém chamado Pedro, este tem a obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida àquele ou aquela que o amarrou, em homenagem ao santo.
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E, entre outras festas, nas homenagens a São Pedro no Centro-Oeste, região pantaneira, a dança do Siriri é presença obrigatória.
O nome siriri pode estar relacionado com o termo siriricar, usado por pescadores da região, que significa dar um puxão no anzol.
Quando dançam os homens fazem um cumprimento para a dama como se estivessem siriricando para ela.
Podemos ver no vídeo uma apresentação dessa dança folclórica.




Blogagem Coletiva por iniciativa de Zambeziana.

Aipim, Mandioca ou Macaxeira


Hoje vou falar um pouco de uma das estrelas das festas juninas, aqui neste nosso Brasil: a Mandioca, ingrediente básico em receitas de tantas guloseimas, doces ou salgadas.

Macaxeira, mandioca e aipim, são alguns dos diversos nomes pelos quais é conhecida essa raiz. Dela se faz diversos tipos de farinha:
farinha de mesa, de tapioca, polvilho ou goma, com as quais fazemos farofa, bolos, cuzcuz, beijus, pirões, sopas, pudins, biscoitos, mingaus entre outras delícias. O polvilho ou goma também é aproveitado para engomar roupas.
Como comprar
Normalmente o aipim já é vendido com a ponta cortada para que se possa verificar sua qualidade. O aipim deve apresentar uma coloração branca uniforme, sem manchas pretas (a variedade amarela é venenosa e não deve ser utilizada na culinária). Apresenta certa umidade e a casca deve soltar-se com facilidade. É possível encontrar o aipim já descascado embalado a vácuo. Nas feiras pode ser encontrado o aipim descascado, em saquinhos plásticos com água.
Conservação
O aipim deve ser consumido, de preferência logo após a compra. Não deve ser guardado por mais do que dois dias. Estando partido e desejando-se conservá-lo por mais tempo, deve-se descascar e deixar na geladeira em uma vasilha coberta com água. No caso do aipim embalado a vácuo, deve-se observar a validade indicada na etiqueta. O aipim pode ser congelado ainda cru ou cozido.
Como usar
Lave bem o aipim e corte em pedaços grandes. Em seguida faça um corte no sentido do comprimento, atingindo toda a espessura da casca. Com a ponta de uma faca afiada, desprenda a casca. Corte pedaços mais ou menos do mesmo tamanho para que cozinhem ao mesmo tempo. Colocar para cozinhar quando a água já estiver fervendo, pois evita que ele fique encharcado. O cozimento deve ser feito com a panela aberta.


Aipim cozido
Retirar a casca, cortar em pedaços e cozinhar em água e sal, até apresentar consistência pastosa. Retirar a fibra interna.
Assim cozido, o aipim pode ser servido, puro, com manteiga ou ainda preparar outras receitas doces ou salgadas.

Purê de Aipim
Passar o aipim cozido (em consistência pastosa) num processador ou amassar com um socador de madeira. Colocar numa panela, adicionar manteiga e um pouco de leite e levar ao fogo baixo mexendo com colher de pau até ficar um creme homogêneo. Comer puro ou como acompanhamento.


Aipim frito
Frite os pedaços cozidos em óleo bem quente até ficarem douradinhos. Neste caso, deve retirar do cozimento antes da consistência pastosa, apenas macia.


Bolinho de aipim
3 xícaras do aipim cozido e amassado / ½ xícara de farinha de trigo / 1 gema / ½ xícara de queijo de minas curado ralado.
Coloque o aipim numa tigela, junte o queijo, a gema. Ajuste o sal . Mexa com uma colher ou sove com as mãos até obter uma massa homogênea. Com a massa, modele 20 bolinhas, empane-as na farinha de trigo e reserve. Leve ao fogo uma panela com óleo. Assim que estiver bem quente, frite, aos poucos, as bolinhas até dourar. Retire do fogo e coloque sobre toalha de papel.


Escondidinho
Ingredientes
Purê de aipim:
1 kg de mandiocas descascadas, cozidas com sal e espremidas / 1/2 xícara (chá) de leite / 1 colher (sopa) de margarina.
Colocar numa panela, misturar, levar em fogo brando e mexer até ficar um creme homogêneo.
Recheio:
1/2 xícara (chá) de azeite de oliva / 1 cebola em rodelas / 1/2 kg de carne seca dessalgada, cozida e desfiada / 1/2 xícara (chá) de salsinha picada
Em uma panela, aquecer o azeite e dourar a cebola. Acrescentar a carne seca, refogar e depois colocar a salsinha.
Cobertura:
1 copo de requeijão / ½ xícara de leite / queijo ralado.

Montagem:
Em um refratário, colocar a metade do purê, colocar a carne seca já refogada e
cobrir com o restante do purê.
Em uma panela misturar o requeijão com o leite, aquecer em fogo brando para
derreter o requeijão. Jogar por cima da camada de purê.
Polvilhar queijo ralado e levar para gratinar a 180ºC por 15 minutos.

Estas são algumas das receitas salgadas, as doces ficam para uma outra ocasião. Na postagem abaixo, de São João, temos a receita do tradicional bolo de aipim

Espero que tenham gostado.
As fotos e algumas informações foram retiradas da Internet.

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terça-feira, 22 de junho de 2010

Festas Juninas - é a vez de São João



"São João, o santinho distraído, que estava dormindo e não sabia que aquele era seu dia, recebia do povo as rosas e os cravos, as graças e as ternuras das mãos inspiradas das sinhazinhas doceiras que criavam em sua homenagem os melhores doces brasileiros."

Capelinha de melão,
É de São João,
È de cravo é de rosa,
É de manjericão


Existe uma lenda que diz que os fogos de artifício soltados no dia 24 são "para acordar São João". A tradição acrescenta que ele adormece no seu dia, pois, se ficasse acordado vendo as fogueiras que são acesas em sua homenagem, não resistiria e desceria à Terra para comemorar. Mas nesse caso, diz a tradição, existe o sério risco de o mundo acabar pelo fogo.

São João está dormindo,
Não acorda não
Acordai, acordai
Acordai João..
.

São João é muito querido por todos, sem distinção de sexo nem de idade. Moças, velhas, crianças e homens o fazem de oráculo nas adivinhações e festejam o seu dia com fogos de artifício, tiros e balões coloridos, além dos banhos coletivos de madrugada. Acende-se uma fogueira à porta de cada casa para lembrar a fogueira que Santa Isabel acendeu para avisar Nossa Senhora do nascimento do seu filho.



Em festa de São João, na maioria das regiões brasileiras, não faltam fogos de artifício, fogueira, muita comida (o bolo de São João, principalmente nos bairros rurais, é essencial), bebida e danças típicas de cada localidade.


No Nordeste, por exemplo, essa festa é tão tradicional que no dia 23 de junho, depois do meio-dia, em algumas localidades ninguém mais trabalha.

As festas mais tradicionais acontecem em Caruaru, no estado de Pernambuco; Campina Grande, na Paraíba e Estância, em Sergipe, que começam em 31 de maio e vai até 10 de julho, com apresentação de bandas de música, grupos folclóricos, danças e rituais, venda de artigos artesanais típicos da região.



Enfeitam-se sítios, fazendas e ruas com bandeirolas coloridas para a grande festa da véspera de São João. Prepara-se a lenha para a grande fogueira, onde serão assados batata-doce, mandioca, milho, castanhas de caju, entre outras delícias.
O formato da fogueira varia de lugar para lugar: pode ser quadrada, piramidal, empilhada… Quanto mais alta, maior é o prestígio de quem a armou. A madeira utilizada também varia bastante: pinho, peroba, maçaranduba, piúva. Não se queimam cedro, imbaúba nem as ramas da videira, por terem uma relação estreita com a passagem de Jesus na terra.

As pessoas brincam e conversam junto à fogueira e combinam entre si para serem padrinhos, madrinhas e afilhados, como num batismo de São João.
Acende-se a fogueira e é hora de começar a festa.
Serve-se as bebidas e as comidas, principalmente o bolo de milho e o de aipim.

Arroz doce

Pamonha, quindim, canjica de milho verde, pé de moleque na palha da bananeira, e mais...

E o quentão como bebida principal.

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As labaredas crescem e, antes que os paus comecem a soltar chuva de fagulhas, aqueles que se prometeram como madrinhas e afilhados vão rodear a fogueira, por três vezes, repetindo o ritual, sempre que se cruzam, dão-se as mãos e falam:

“São João disse, São Pedro confirmou: você será minha madrinha (ou afilhada), que Nosso Senhor mandou. Viva São João e viva nós”.

Então tomam-se a bênção, e dessa noite em diante serão madrinha e afilhados enquanto viverem.


Moças e rapazes se dão as mãos e começam com as brincadeiras de roda, cantando e dançando.

Meu beija-flor – é um beijo só É um beijinho de amor - é um beijo só Minha mãe ‘stá me chamando - é um beijo só Diga a ela que eu já vou - é um beijo só ‘Stou tirando a gravatinha - é um beijo só Do moreno que chegou - é um beijo só

Ou ainda esta aqui, onde um puxa o canto enquanto os outros cantam o estribilho

Abra a roda, gente (Ó, siu, siu, siu) Vamos vadiar (Ó, siu, siu, siu) Cavalheiro roda a dama (Ó, siu, siu, siu) Cada qual em seu lugar (Ó, siu, siu, siu) Meu benzinho, de tão longe (Ó, siu, siu, siu) Que vieste cá buscar? (Ó, siu, siu, siu) Vieste me encher de pena (Ó, siu, siu, siu) E acabar de me matar (Ó, siu, siu, siu)

No auge da festa dá-se início à quadrilha, onde os pares se formam para festejar.


E depois da quadrilha, continua o arrasta-pé, com muita sanfona até o sol raiar.
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A cerimônia do batismo simbólico de São João Batista faz parte da tradição da festa, mesmo que ela tenha deixado de ser praticada em alguns lugares hoje em dia. Os devotos se dirigem ao rio cantando com entusiasmo:

Vamos, vamos,
toca a marchar,
n'água de São João
vamos nos lavar.
Depois do banho coletivo, todos voltam para o terreiro cantando:
N'água de São João me lavei.
Toda mazela que tinha deixei!


A cerimônia do banho varia de uma região para outra. No Mato Grosso, em Corumbá, por exemplo, não são as pessoas que se banham nos rios, e sim a imagem do santo, reprisando a narração do fato bíblico quando São João batizou Jesus às margens do rio Jordão.


Após a cerimônia sagrada do banho, realizada no rio Paraguai, a multidão cai na folia, com músicas de ritmo frenético e carnavalesco, estouro de fogos e a distribuição de batida para esquentar a festa.

Na Região Norte, principalmente em Belém e Manaus, o banho-de-cheiro faz parte das tradições juninas. A preparação do banho de São João inicia-se alguns dias antes da festa. Trevos, ervas e cipós são pisados, raízes e paus são ralados dentro de uma bacia ou cuia com água e depois guardados em garrafas até o momento do banho. Chegada a hora da cerimônia, os devotos lavam e esfregam o corpo com esses ingredientes. Acredita-se que o banho-de-cheiro tenha o poder mágico de trazer muita felicidade às pessoas que o praticam.


As danças regionais, o som de violas, pífaros, rabecas e sanfonas, o banho do santo, o ato de pular a fogueira, a fartura de alimentos e bebidas - tudo isso transforma a festa de São João numa noite de encantamento que inspira amores e indica a sorte de seus participantes. No fim da festa, alguns pisam as brasas da fogueira para demonstrar sua devoção.


Este é um pequeno resumo das festas de São João, pois ainda se tem muito pra contar apesar de que, infelizmente, na maioria das cidades, os festejos juninos já perderam o encanto primitivo. As comemorações, antes feitas ao ar livre, recolheram-se aos salões. Aqui e ali uma fogueira, com crianças em redor acendendo uns foguinhos insignificantes e em alguns lugares ainda se dança uma quadrilha. Os balões estão proibidos para não causarem danos e incêndios, pois os tempos mudaram...

E... como numa festa de São João não pode faltar o bolo de Milho e o de Mandioca, temos aqui receitas de ambos:

- e do Quentão:
ingredientes:
50 gramas de gengibre em pedacinhos
1 maçã cortada em pedacinhos
1 garrafa de cachaça (600 ml)
casca de duas laranjas
cravo da índia à gosto
canela de pau à gosto
casca de um limão
600 ml de água
½ quilo de açúcar
Modo de preparo:
Ponha o açúcar, cascas de laranja, limão, o gengibre, o cravo e a canela em uma panela grande. Quando o açúcar estiver derretendo, despeje a cachaça e a água. Deixe cozinhar por 20 a 25 minutos em fogo médio. Filtre depois ponha a maça picadinha. Mantenha o quentão no fogo depois do preparo.



- Blogagem Coletiva de iniciativa de Zambeziana.

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